Nicholas Narrando
Mais um dia entediante de aula na California’s High School. Tenho que confessar que o pessoal daqui até que é maneiro, mas, cá entre nós, tem dia em que tudo é chato. Graças a Deus esse é o meu ultimo ano escolar. Mas o que me deixa desanimado é que meu sonho de trabalhar com música nunca será realizado já que eu sou o sucessor da presidência da grande empresa Jonas. Você deve estar se perguntando: ele não tem um irmão? Sim, eu tenho. Mas o Joe deu seu jeito todo malandro de ser e conseguiu se livrar do meu pai e está levando a vida de modelo de grifes. Pois é, ele pelo menos teve o direto de fazer o que sempre quis. Já eu...
– E aí, Nick! – Brian me cumprimentou, animado.
– Oi... – falei, fechando o meu armário, um pouco entediado. Segui meu caminho acompanhado do meu amigo até o laboratório de biologia.
– O que aconteceu, cara? Tá desaminado pra caramba! – ele reclamou, apoiando a mão em meu ombro.
– Nada. Só estou um pouco sonolento. – ele me encarou sério. Porra, Brian me conhece bem. – Tá, tá... Eu discuti de novo com meu pai. – murmurei. – Não sei quando esse inferno vai acabar!
Conforme passávamos, algumas pessoas nos cumprimentavam. Não somos populares, mas bastante conhecidos no colégio. Já que nessa região muitos têm boa condição financeira, felizmente não me botam num pedestal por meu pai ser um milionário. Não gosto de falsidade, então eu acho até bom ter um colégio em que as pessoas me tratem como pessoa normal.
– Mas, cara, você não é o filho preferido dele? – Brian disse, franzindo a testa.
– Por isso mesmo! Por eu ser o filho preferido, a pressão é maior. Tirando o fato que eu tenho que levar dose dupla agora, já que Joe anda viajando por aí por causa dessas grifes europeias. Ou seja, eu sempre me fodo mesmo.
– Vacilo isso... – olhou pro chão, um pouco chateado por mim. – Mas não tem problema, não! - abriu um sorriso. – A gente vai se divertir bastante essa semana. Ainda mais que sexta terá uma festa na minha casa.
– Festa na sua casa? – perguntei, estranhando. – Seus pais vão viajar ou eles começaram a fumar maconha?
Brian começou a rir e logo respondeu:
– Bem que seria divertido ter dois pais doidões, pelo menos não seriam chatos. Mas eles só vão viajar mesmo...
Entramos no laboratório juntos. O professor Tyler já se encontrava lá, mas ainda estava esperando todo mundo se organizar, como sempre. Brian foi desesperadamente sentando ao lado de uma garota loira e muito bonita, por sinal.
– E eu? – perguntei. Além do mais, ele que sempre foi a minha dupla.
– Ah, Nick, senta em outra mesa. Você não viu que eu encontrei uma ótima colega de laboratório? – piscou pra mim, com um sorriso safado.
– Ok... – comecei a rir. – Mas se as experiências terminarem na salinha atrás do ginásio, é melhor usar camisinha. Só vale estudar o corpo humano, reprodução já é uma história mais séria. – sussurrei para ninguém ouvir meu comentário pervertido. Brian abriu mais seu sorriso.
– Pode deixar. O professor particular aqui é responsável, tá bom?
– Aham, sei... – ironizei e fui procurar uma mesa para sentar. Não me importo com duplas, desde que não seja uma pessoa muito burra que me force a fazer o trabalho por dois ou um peidorreiro, pra mim qualquer pessoa está bom.
Logo achei uma mesa no final da sala vazia, sentei-me lá e esperei pacientemente (lê-se: quase dormindo) a aula começar. O professor começou a explicar-nos o que deveríamos fazer hoje. A explicação foi interrompida pelo diretor, que adentrou a sala e começou a cochichar algo com o Sr. Tyler.
– Gente, temos uma boa novidade! – comunicou o professor.
– A escola contratou strippers pra se apresentarem no recreio? – perguntei, animado. A sala inteira riu.
– Não, Jonas. Nada é perfeito. – soltou uma risadinha. – Brincadeira. A novidade é que temos uma nova aluna. Na verdade, ela entraria aqui depois das férias, mas ela preferiu se enturmar mais um pouco com a turma antes do verão.
Quase todo mundo da sala bufou. Aluna nova? Grande coisa!
– Classe, espero que recebam bem a Miley Cyrus! – logo depois que o diretor disse, uma garota com um belo par de olhos azuis adentrou a sala abraçada com seus livros. Dava pra perceber que ela era um pouco tímida, pelos seus olhares pra baixo e um sorrisinho sem graça por perceber os olhares da turma sobre ela. Sua delicada roupa caía muito bem em seu corpo cheio de curvas. A garota era realmente linda. (n/a:Look.)
– Bem-vinda, Srta. Cyrus. – toda a classe falou em coro. Como já era de se esperar, alguns garotos se pronunciaram, bastante animados. Alguns deles até tentando expulsar sua dupla para dar lugar à bela novata.
– Bom, já que a senhorita já foi apresentada para os seus colegas de laboratório, espero que se sinta realmente bem-vinda à California’s High School! – falou o professor, com um sorriso simpático.
– Já me sinto, Senhor... ?
– Tyler! – respondeu. – Agora pode escolher uma dupla para a senhorita. – assim, ele começou com a cansativa explicação novamente.
Cada vez mais garotos ofereciam lugares, conforme a tal Miley passava. Ela apenas sorria timidamente e caminhava cada vez mais perto para o fundo da sala, ou seja, de mim.
Percebi seus belos olhos azuis me encararem como se estivessem me reconhecendo. Em uma situação qualquer, até acharia um pouco estranho, mas estamos falando de uma garota nova e gostosa que tenho quase certeza que quer sentar ao meu lado. Quem sabe ela peça para eu ajudá-la a conhecer o colégio? Com certeza seria uma ótima chance de chegar junto.
– Oi – a novata me acordou de meus devaneios. – tem alguém sentado aqui? – apontou para a cadeira ao meu lado vazia, com o mesmo sorriso doce e tímido. Yes! Ela quis ser minha dupla!
– Não que eu saiba... – falei, um pouco sem graça. Ela soltou uma risadinha.
– Então vou sentar aqui do mesmo jeito. – sentou-se com cuidado na alta cadeira para não levantar a sua saia e apoiou seus cadernos e livros na mesa.
Ao contrário do que eu imaginava, a aula passou rápido. Rápido até demais! Eu e Miley conversamos bastante na aula e até mesmo sendo chamados atenção uma vez pelo Sr. Tyler, mas a participação e inteligência admirável da garota fez com que o professor pouco se importasse com broncas durante o resto da aula.
– E aí? Como foram as aulas de hoje? – perguntou Brian bem humorado, até mais do que no começo do dia. Com certeza ele conseguiu pelo menos uns amassos com a loira da aula de biologia.
– Boas, e as suas? Alguma coisa de interessante?
– Não, tirando que aproveitei muito bem o recreio hoje na salinha atrás do ginásio. – Ele abriu um sorrisinho de lado. Conheço meu amigo ou não? – Ah! Eu vi aquela novata com você na aula de biologia também. E ela é bastante bonita... E aí, rolou algum clima?
– Nada, ela só foi simpática. – respondi, com descaso. Além do mais, fora a mais pura verdade.
– Hum... E você não quer pegar ela, não?
– Dude! Eu só a conheci hoje! – Sim, queria.
– Qual o problema? Ela é gostosa, e te deu mole. – ele deu de ombros, enquanto caminhávamos pra fora do colégio.
– Ela não me deu mole, ela só foi simpática.
– Tá, tá... Que seja! Só não se esquece do nosso baseball hoje depois do almoço, ok? – Brian disse enquanto caminhava pra um caminho oposto do meu. – Ah! Começa a convidar a galera pra minha festa!
– Ok! Tchau. – direcionei-me até a vaga do meu carro.
– E aí, Nick! – Cameron me cumprimentou com um high-five.
– E aí! Olha, o Brian vai dar uma festa na casa dele sexta, chama o pessoal pra ir. – falei animado.
– Pode deixar!
– A gente se vê por aí.
– Tchau. – despediu-se. Pelo menos três pessoas vão à festa: Eu, Brian e Cameron. Haha.
Desativei o alarme do meu Golf Cabriolet vermelho e entrei nele, já ligando a rádio. Tocava uma musica qualquer, mas bem legal. No instante em que eu estava tirando o carro da vaga de ré, percebi que alguém passou atrás do carro. Freei rapidamente, fazendo um estrondoso som de pneu cantando, mas foi tarde demais, pois eu escutei o barulho do carro batendo em alguém. Saí ligeiramente do carro pra ver se a pessoa estava bem e dei de cara com a novata, sim, a Miley.
– Seu filho da... Nicholas? – sua expressão irritada suavizou quando me viu.
– Ai, meu Deus, você está bem? – perguntei, preocupado. – Me desculpe por não ter te visto. – corri até ela, que estava jogada no chão. Estendi minha mão para ajudá-la.
Miley segurou minha mão e se levantou com dificuldade.
– Ai, minha perna...- gemeu
– Deixa eu te levar para o hospital, é o mínimo que posso fazer. – falei, levando-a apoiada em meu ombro. A coitada mancava com hesitação de tanta dor.
– Obrigada.
– Ah, me desculpe de novo.
– Não tem que se desculpar, eu que sou desligada e não me toquei que você estava dando ré. – abriu um sorrisinho quando sentou com minha ajuda.
– Acho que um motorista desligado e uma pedestre desligada não é uma boa combinação na rua. – ri.
– Tem razão! – riu comigo.
Depois de nós dois termos posto o cinto de segurança, disparei com o carro para o hospital. Não ficamos muito tempo por lá. Em pouco tempo, o médico a atendeu e nos comunicou que não havia sofrido nenhum tipo de fratura. Ainda bem! Ela apenas deu mau jeito no pé na hora de cair, teve um hematoma na coxa por causa da colisão com o carro e alguns pequenos arranhões na perna por causa do áspero asfalto. Minutos depois, levei-a para casa.
Chegamos ao local de destino. Estacionei em frente à casa e a ajudei a sair do carro até a porta.
– Obrigada, Nicholas. Você está sendo muito gentil. Algumas pessoas só me xingariam e me deixariam jogada naquele asfalto. - Miley falou, enquanto abria a porta.
– Que isso. É o mínimo que posso fazer por você depois de não ter o cuidado de prestar atenção se tinha alguém atrás do carro antes de dar ré.
Entramos na casa juntos, pois eu ainda ajudava a Miley a se movimentar. A casa era grande e muito bonita. Com certeza seus pais devem ter boas condições financeiras também. Percebi que sua sala também não é daquela das mais convencionais, pois a decoração era bastante despojada e moderna. Certamente se eu tivesse minha própria casa, seria assim.
– Casa legal. – falei, enquanto nos sentávamos no sofá.
– Ah, obrigada. Meu pai tem muito bom gosto pra decoração. – disse, olhando a sua volta, igualmente a mim. Segundos depois, seu olhar se direcionou a mim. – Você quer tomar alguma coisa? Um suco, uma água...
– Não, obrigado. – sorri. – Você veio de onde? – perguntei.
– Tennessee. – respondeu. – E você? É sempre daqui?
– Sim.
Por um tempo, o assunto tinha acabado. Ambos ficamos sem saber o que falar, encarando o outro. Minha visão centrou em seu colar, que tinha uma pimenta como pingente.
– Gostei do colar. – falei, aproximando-me dela. Peguei o pequeno pingente e continuei observando. Pimenta? Será que tem algum significado pra ela?
– Droga, esqueci de tirar! – resmungou pra si mesma.
– O quê? – me fiz de desentendido.
– Nada. – prendi o riso. Por que será que ela não gostaria que eu visse? Será que a novata certinha tinha seu lado ardente como uma pimenta?
Era óbvio que em algum momento meus olhos se direcionariam do pingente para seu busto, e foi o que aconteceu. Mordi o lábio inferior ao discretamente observar seus seios valorizados pelo decote subindo e descendo por causa da respiração um pouco mais pesada por conta da nossa distância. Seria tarado demais em imaginar tirar aquela blusa agora? Ok, é melhor deixar quieto.
– Nicholas? – Miley perguntou, com um tom de voz mais baixo, o que me fez acordar do transe.
– Hm, é... Seu colar... Sabe, é bonito. Tem algum significado? – perguntei, um pouco sem graça. Percebi um pequeno sorriso querendo se formar em seus lábios.
– Nada, apenas gosto de pimentas. E percebi que você gosta de decotes. – soltou uma risadinha. Senti meu rosto queimar de vergonha. Provavelmente eu estaria vermelho como o pingente de pimenta.
– Me desculpa. Me distraí um pouco.
– Sem problemas. – sorriu.
– Miley, quem é ele? – um cara com uma aparência parecida com a da Miley. Provavelmente seu pai. Rapidamente, distanciei-me um pouco dela. Imagina se ele pensa que estávamos nos pegando no sofá da casa dele? Sobraria pra mim.
– Pai, esse é o Nicholas Jonas. Ele é um amigo que fiz na escola.
– Hum... Que bom que já fez novas amizades lá. – sorriu ternamente. – Meu nome é Steve. – estendeu sua mão pra mim.
– Prazer em conhecer, Sr. Cyrus. Ah, e só pra constatar, sua filha está bem. – Eu sei que ele não perguntou isso, mas o medo de apanhar do cara por causa do atropelamento tomou conta de mim.
– Hã? – Steve franziu o nariz.
– Longa história, papai. – Miley disse, rindo.
– Bom, tenho que ir pra casa. Tenho baseball daqui a pouco com a galera. – pronunciei-me. – Espero que tenha ajudado.
– Tá bom. Nicholas... - ela ia continuar a falar, mas a interrompi.
– Me chame de Nick.
– Ok. Nick – frisou meu apelido – Obrigada pela gentileza – puxou-me e me deu um carinhoso beijo na bochecha. – te vejo amanhã.
– Até amanhã! – sorri, indo em direção à saída. – Ah! O meu melhor amigo vai dar uma festa sexta. Se quiser ir, eu posso te levar até lá.
– Tudo bem. Eu vou, sim.
–Tchau, Sr. Cyrus! – despedi-me de longe.
–Tchau. – falou, indo em direção à cozinha.
Miley Narrando
– Nossa, já conseguiu trazer ele no primeiro dia em que se conheceram? – disse tio Steve, entrando na cozinha enquanto eu comia um sanduíche.
– Mais ou menos. – falei, com a boca cheia.
– Primeiro, tenha modos! Não quero que o Riquinho Rico te veja se comportando como uma selvagem. - me deu sermão, enquanto me “endireitava na cadeira” e tirava meu pé que estava apoiado na mesa. - E segundo, como assim “mais ou menos”? – perguntou, sentando-se ao meu lado.
– Primeiro, - eu disse, imitando meu tio. – eu estou em casa e posso muito bem ficar à vontade, pois eu sei como me comportar na frente das pessoas.
– E eu não sou uma pessoa? – ele perguntou, arqueando uma sobrancelha.
– Não, você é meu tio Steve. Não conta. – eu falei, mordendo mais um pedaço grande de sanduíche. Ele começou a rir. – Mas voltando à minha resposta, - continuei falando de boca cheia, o que fez meu tio fazer uma careta. – Segundo, o “mais ou menos” foi porque eu não planejei ele vir aqui. Por coincidência, eu não vi o carro dele dando ré e nem ele me viu passando atrás do carro dele, e então ele me atropelou. Por isso, o hematoma e os arranhões em minha perna que você nem percebeu.
– Desculpa não ter notado. Estou muito ocupado tentando contratar mais um capanga pra gente, já que a senhorita teve um ataque pelanca e matou o bandido atrapalhado lá em Madri. – ele me lançou um olhar reprovador.
– Que foi? Por causa daquele desgraçado, quase tudo foi por água abaixo. – resmunguei.
– Mas você tem que controlar seus nervos, senão vai acabar te atrapalhando. – ele começou a dar tapinhas no topo da minha cabeça. Mandei uma careta pra ele.
– Eu sei controlar meus nervos. – reclamei.
– Então, é melhor me provar. – tio Steve pegou uma cerveja na geladeira e foi em direção ao seu quarto. – Mais tarde temos reunião. É melhor você estar na sala de jantar às cinco horas.
– Ok, general. – falei de boca cheia de novo e bati continência.
– Menina, você é uma figura. – riu e subiu correndo as escadas.
Por um momento, perdi-me nas lembranças de hoje. Com certeza Nicholas cairia na minha, se isso já não aconteceu. Às vezes até sinto pena dele. É bem visível que ele é diferente do pai, mas fazer o que, né? Para conseguir uma boa carne, necessita-se de matar o carneiro. Ok... Colocaram alguma coisa no meu sanduíche para inventar uma metáfora horrível como essa. Por mim, eu me envolveria com o Joe. Ele é egocêntrico como o pai, além de ser um idiota, mas como ele viaja muito, além de ter fama de galinha, seria muito difícil me envolver com ele. Ainda mais que ele não tem nada a ver com os negócios do Paul. Seria até divertido usá-lo e acabar com a sua raça. Mas seria inútil. Eu e tio Steve pesquisamos por anos sobre essa família. Não podemos errar nenhum passo nessa missão. Nenhum.
A reunião hoje até que passou rápido e conversamos sobre tudo que aconteceu comigo e o Jonas. Cada detalhe. Agora minha obrigação é fazê-lo apaixonar-se por mim. Isso seria fácil demais. Ele é gentil, simpático e respeitável. Era óbvio que ele tinha seu lado romântico. E modéstia à parte, eu sei muito bem como cegar um homem de amor.
– Bom, amanhã a gente vai conhecer o nosso novo parceiro. Ele vai substituir o espanhol.
Todos, incluindo eu, saímos da sala entediados. O Chad, o mais confiável, foi pro seu quarto. Os outros dois foram para a casa que Steve alugou para eles. Precisamos de privacidade, mas de segurança também. Por isso, o Chad ficará morando conosco.
Fui direto para o meu quarto e tomei um banho bem relaxante de banheira para depois ir dormir. Hoje havia sido um dia longo. Precisava relaxar e descansar.
Por favor, comentem!!! :D Se estiver acompanhando o blog, sigam também.
Espero que gostem
Beijos!!!!
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Capítulo 1 - Meeting a criminal
Obs: Só pra não confundir, a Sophie é a Miley mesmo. Bom, se leram até o final talvez entendam melhor. :)
Miley Narrando
Lágrimas caíam dos meus olhos com facilidade enquanto eu acompanhava o resto das pessoas lentamente até o túmulo onde o caixão seria enterrado. No local, estava escrito seu nome: “Juan Fernandes Martinez” e havia uma foto sua. Na imagem pude lembrar sua beleza inquestionável. Seus olhos verdes destacavam-se com facilidade no pequeno retrato.
Depois do caixão ser enterrado e a cerimônia acabar, fui conversar com a família Martinez. Funguei e sequei novamente meu rosto molhado de lágrimas com um lencinho preto que combinava com meu vestido.
– Sinto muito pela perda. – direcionei meu olhar triste para baixo. – Ele faz muita falta. – falhei minha voz, desabando a chorar novamente.
– Oh, Sophie... Também sentimos falta dele... – Sra. Martinez me abraçou, chorando também. – E sei o quanto você o amava.
– Eu ainda o amo. Muito! – murmurei entre soluços. – Aquele bandido vai pagar por tudo o que fez.
– Se já não bastasse roubar todo o dinheiro daquele cofre, o desgraçado ainda tirou a vida do meu filho. – pronunciou-se o Sr. Martinez, indignado. Ele não chorava mais, mas seus olhos ainda estavam bastante vermelhos. - Como você disse, Sophie, ele vai pagar por tudo que fez. O melhor detetive de toda Madri está investigando isso, e vamos encontrar o maldito assassino.
– Tomara que descubra logo! – eu disse, entreolhando-me com o tio Steve, que esse tempo todo esteve ao meu lado sem se pronunciar. Nossos olhares confirmavam por si. Tínhamos que ir embora. – Bom... Foi um prazer conhecer os senhores. Estou indo embora.
– Da cidade? – perguntou a mulher.
– Sim. Aqui não me traz boas lembranças. Não sinto que Madri seja meu lar mais, depois da morte do Juan... – suspirei. Limpei a última e solitária lágrima que corria pela minha face.
– Entendo. Sempre se lembre de que você foi o motivo do Juan sorrir nos seus últimos dias de vida. Você foi muito especial pra ele. – ela falou, formando um pequeno sorriso nos lábios.
– Sophie, temos hora para ir. Vamos? – balancei a cabeça em concordância.
– Foi muito bom te conhecer também, Sophie. – Sra. Martinez me puxou para um abraço apertado e demorado.
Logo depois abracei o Sr. Martinez e fui embora acompanhada do tio Steve.
Juan... Tão belo, tão sedutor, tão tolo... Como todos os outros.
Flashback on
– Sophie, meu amor, não chore… Você e seu pai vão ficar bem… Eu prometo! – Juan disse, enquanto eu me desesperava.
– Meu pai perdeu tudo! Tudo, Juan! Fizeram uma lavagem de dinheiro na conta bancária dele.– falei, com a voz alterada. – Acho que nem dinheiro pra pagar a minha faculdade ele tem mais. – eu andava de um lado pro outro, fingindo estar nervosa.
O belo moreno me olhava indignado com tudo que ouvia.
– Calma, Soph, seu pai vai conseguir recuperar esse dinheiro todo. – Puxou-me para seu sofá onde estava sentado e me sentei ao seu lado.
– Mas não é assim de noite pro dia, né? – falei, como se fosse obvio.
– Então, vou te fazer uma proposta. – segurou minhas mãos e ergueu meu queixo para olhar nos meus olhos. – Mas meus pais não podem saber disso de jeito nenhum senão eles vão me matar! – sussurrou.
– Eu não vou contar pra eles. - balancei a cabeça negativamente. - Prossiga.
– Eu vou ao cofre do meu pai lá no banco central amanhã e te dou uma quantia de dinheiro. O suficiente pra manter vocês dois até conseguirem recuperar com o banco do seu pai. – sorriu. – O que acha?
– Mas você não pode me dar tanto dinheiro assim... Nem seu é! Eu sei muito bem que aquele dinheiro no cofre é pra casos de emergências da empresa. – falei, hesitando em aceitar.
– Por favor, meu amor. Eu só quero ajudar vocês. Depois seu pai devolve. Mas deixa eu te ajudar! – suplicou, preocupado. Se não fosse tão tonto até acharia fofinho.
– Tudo bem... Eu aceito!
No dia seguinte...
Algumas pessoas andavam despercebidas de frente para o banco. Já eram oito horas da noite, por isso a rua não estava tão agitada. Ótimo. Eu estava esperando Juan na frente da grande entrada do banco. De repente meu celular tocou.
– Alô? –atendi.
“Miley, sou eu. Por enquanto está tudo no controle, não é?” – tio Steve falou do outro lado da linha.
– Sim, está tudo certo.
“Ok. Olhe em volta. Está vendo um carro preto com janelas abertas?”
Olhei em volta e finalmente vi o tal carro. Dentro estavam três caras de roupa preta.
– Estou.
“Eles são os caras que eu contratei. Quando vocês dois entrarem eles vão esperar uns três minutos e vão invadir o banco.”
– E aí eles vão entrar no cofre junto com a gente e blá, blá, blá. Tio, você já me falou isso umas quinze vezes.
“Não me contraria, menina! Só estou falando de novo pra você não falhar.”
– Está bem, está bem... – rolei os olhos. Logo encontrei o Juan vindo em minha direção. – Tio, ele já chegou. Estou indo, beijos! – desliguei o celular e abri um enorme sorriso. – Oi, meu amor. Você está tão bem vestido assim só pra ir ao banco?
– Não, é porque hoje depois do banco vamos nos divertir um pouquinho, então quero ficar bem bonito pra você.
– Seu safado! – dei um tapinha no seu ombro que o fez rir.
Que pena, não teria mais diversão depois do banco. Ele tem um jeito tão sexy que, por um momento, me deu uma vontade de ceder só pra ter mais uma noite com essa perdição. Mas como sou uma menina honesta e certa eu tenho que botar meu trabalho em primeiro lugar, não é mesmo?
Entramos no banco e conversamos com o gerente. Juan mostrou sua identidade e citou a senha para provar que era realmente filho do Fernando Martinez. O gerente confirmou e nos mostrou o caminho para os cofres. Chegamos até um relativamente grande e Juan digitou o código. Automaticamente o cofre se abriu.
– Parados! – uma voz gritou atrás de nós. Virei-me e deparei-me com um cara com uma roupa preta e um capuz que cobria seu rosto também preto. Sua arma prateada reluzia contra a luz quase ofuscante do banco. Parecia poderoso com aquilo nas mãos, a não ser as mesmas que estavam tremendo de tanto nervosismo.
Levamos as mão pro alto para mostrar que não iríamos reagir.
– Por favor, não mata a gente! – pedi, com um olhar assustado.
– Pra isso vocês dois vão ter que ficar quietinhos enquanto eu estiver fazendo uma limpeza aqui. – falou, enquanto atirava nas câmeras de segurança em nossa volta. Ouvi tiros da entrada do banco. Provavelmente acabando com as câmeras de lá também. Quanto menos provas melhor. Ou pode ser até mesmo alguns reféns morrendo... Quem sabe?
– Não! Não vou deixar você pegar todo esse dinheiro! Isso é da empresa do meu pai! – Juan se manifestou.
– Você não manda em mim, moleque. – falou, entrando no cofre, deixando-nos pra trás.
Nesse tempo em que ficou de costas para nós, Juan pulou em suas costas e arrancou a arma da sua mão. Merda!
– Não faça isso! Tem outros dele lá fora. E eles vão te matar! – avisei.
– Sophie, eu sei o que estou fazendo. – Juan falou, apontando a arma para o bandido idiota. Que cara maluco!
– Me dá isso aqui. – arranquei de suas mãos com rapidez, antes que puxasse de mim. – O que você tem na cabeça? Sabia que esse tipo de quadrilha não é pra se brincar? Eles são perigosos.
– Eu sei, amor, mas eu queria proteger você. E o dinheiro da empresa.
– Não preciso ser protegida. Já você... – lancei um olhar duvidoso para o chão.
– Como assim, Sophie? – perguntou confuso, mas ao mesmo tempo assustado.
– Olha, foi bom te conhecer. Você é um cara legal, mas tenho que me despedir. Então... - ele continuava me encarando, não entendendo quase nada de minhas palavras. – Adeus, Juan. – apontei ligeiramente a arma para seu peito e puxei o gatilho. Um tiro, dois tiros, três tiros, quatro tiros. Acho que agora não teria mais como sobreviver.
Voltei minha atenção para o imbecil do bandido, que ficou me olhando com cara de bunda.
– Seu merda! Era pra VOCÊ ter feito isso. - Apontei para o corpo estirado do meu namorado. - Bem que avisei a meu tio pra não contratar qualquer um. Olha no que deu. – eu falava, enquanto andava em círculos. – Por acaso você não aprendeu o esquema? Hein?
– Bom, aprendi... É que eu fiquei tão nervoso agora que não soube o que fazer... – falou, meio sem jeito.
– Sem jeito? Nervoso? Vem cá, o que você fazia, hein? Roubava galinha do vizinho? Não é possível! – minha voz já estava alterada.
– Desculpa, eu falhei.
– Não se pede desculpa. Só tenta melhorar a besteira que fez, ok? – peguei um lencinho da bolsa e comecei a limpar minha impressão digital. – Vai tirando logo o dinheiro, idiota. Não está vendo que o tempo está passando?
O homem apenas assentiu calado e foi guardando o dinheiro dentro de um saco de pano rapidamente.
– Toma. – entreguei a arma de volta a suas mãos. – Vai logo antes que a polícia chegue!
Ele saiu correndo para fora do banco. Não sei se essa rapidez toda foi por tentar melhorar o trabalho que fez ou por medo de mim. Talvez os dois.
Olhei para o corpo a minha frente ensanguentado e abaixei-me para abraça-lo e comecei a fingir que estava chorando. Uma das qualidades que mais aprecio em mim mesma é a habilidade de atuar facilmente.
Poucos minutos depois a policia chegou ao banco. Mas já era tarde demais.
Flashback off
– E o Oscar de melhor atriz vai para... Miley Cyrus, interpretando a personagem Sophie Evans no filme “História de amor em Madri”! – disse, animado, imitando aqueles artistas que entregam prêmios, enquanto dirigia até a estação de trem.
Comecei a gargalhar batendo palmas, como se eu fosse a própria plateia do nosso “Oscar”.
– Vamos pra Londres para pegar novas identidades e passaportes falsos e depois vamos para onde? Quem será nossa próxima vítima? – falei com uma voz assustadora e tio Steve começou a rir.
– Bom, estamos ótimos com isso. Estamos atuando bem e... trabalhando – deu ênfase ao trabalhando, dando segundo sentido à palavra. – muito bem... E estamos fazendo golpes demais. Então para nós tirarmos logo umas férias e também para não deixarmos nada suspeito, vamos logo ao Grand Finale!
Meu coração disparou de ansiedade.
– Grand Finale? Você está querendo dizer... – tentei falar com calma.
– É isso mesmo que você está pensando, minha Miles! A sua tão esperada Missão Jonas!
– Está falando sério, tio? Você acha que eu já tenho potencial pra missão desse porte? – perguntei, arregalando os olhos.
– Acho! E pode ir botando esses olhões azuis no lugar, não quero que as pessoas daqui pensem que você ficou maluca depois da morte de Juan. Vamos embora com classe, como dizia senhora Martinez. – rimos juntos, lembrando o jeito de madame patético dela.
Miley Narrando
Lágrimas caíam dos meus olhos com facilidade enquanto eu acompanhava o resto das pessoas lentamente até o túmulo onde o caixão seria enterrado. No local, estava escrito seu nome: “Juan Fernandes Martinez” e havia uma foto sua. Na imagem pude lembrar sua beleza inquestionável. Seus olhos verdes destacavam-se com facilidade no pequeno retrato.
Depois do caixão ser enterrado e a cerimônia acabar, fui conversar com a família Martinez. Funguei e sequei novamente meu rosto molhado de lágrimas com um lencinho preto que combinava com meu vestido.
– Sinto muito pela perda. – direcionei meu olhar triste para baixo. – Ele faz muita falta. – falhei minha voz, desabando a chorar novamente.
– Oh, Sophie... Também sentimos falta dele... – Sra. Martinez me abraçou, chorando também. – E sei o quanto você o amava.
– Eu ainda o amo. Muito! – murmurei entre soluços. – Aquele bandido vai pagar por tudo o que fez.
– Se já não bastasse roubar todo o dinheiro daquele cofre, o desgraçado ainda tirou a vida do meu filho. – pronunciou-se o Sr. Martinez, indignado. Ele não chorava mais, mas seus olhos ainda estavam bastante vermelhos. - Como você disse, Sophie, ele vai pagar por tudo que fez. O melhor detetive de toda Madri está investigando isso, e vamos encontrar o maldito assassino.
– Tomara que descubra logo! – eu disse, entreolhando-me com o tio Steve, que esse tempo todo esteve ao meu lado sem se pronunciar. Nossos olhares confirmavam por si. Tínhamos que ir embora. – Bom... Foi um prazer conhecer os senhores. Estou indo embora.
– Da cidade? – perguntou a mulher.
– Sim. Aqui não me traz boas lembranças. Não sinto que Madri seja meu lar mais, depois da morte do Juan... – suspirei. Limpei a última e solitária lágrima que corria pela minha face.
– Entendo. Sempre se lembre de que você foi o motivo do Juan sorrir nos seus últimos dias de vida. Você foi muito especial pra ele. – ela falou, formando um pequeno sorriso nos lábios.
– Sophie, temos hora para ir. Vamos? – balancei a cabeça em concordância.
– Foi muito bom te conhecer também, Sophie. – Sra. Martinez me puxou para um abraço apertado e demorado.
Logo depois abracei o Sr. Martinez e fui embora acompanhada do tio Steve.
Juan... Tão belo, tão sedutor, tão tolo... Como todos os outros.
Flashback on
– Sophie, meu amor, não chore… Você e seu pai vão ficar bem… Eu prometo! – Juan disse, enquanto eu me desesperava.
– Meu pai perdeu tudo! Tudo, Juan! Fizeram uma lavagem de dinheiro na conta bancária dele.– falei, com a voz alterada. – Acho que nem dinheiro pra pagar a minha faculdade ele tem mais. – eu andava de um lado pro outro, fingindo estar nervosa.
O belo moreno me olhava indignado com tudo que ouvia.
– Calma, Soph, seu pai vai conseguir recuperar esse dinheiro todo. – Puxou-me para seu sofá onde estava sentado e me sentei ao seu lado.
– Mas não é assim de noite pro dia, né? – falei, como se fosse obvio.
– Então, vou te fazer uma proposta. – segurou minhas mãos e ergueu meu queixo para olhar nos meus olhos. – Mas meus pais não podem saber disso de jeito nenhum senão eles vão me matar! – sussurrou.
– Eu não vou contar pra eles. - balancei a cabeça negativamente. - Prossiga.
– Eu vou ao cofre do meu pai lá no banco central amanhã e te dou uma quantia de dinheiro. O suficiente pra manter vocês dois até conseguirem recuperar com o banco do seu pai. – sorriu. – O que acha?
– Mas você não pode me dar tanto dinheiro assim... Nem seu é! Eu sei muito bem que aquele dinheiro no cofre é pra casos de emergências da empresa. – falei, hesitando em aceitar.
– Por favor, meu amor. Eu só quero ajudar vocês. Depois seu pai devolve. Mas deixa eu te ajudar! – suplicou, preocupado. Se não fosse tão tonto até acharia fofinho.
– Tudo bem... Eu aceito!
No dia seguinte...
Algumas pessoas andavam despercebidas de frente para o banco. Já eram oito horas da noite, por isso a rua não estava tão agitada. Ótimo. Eu estava esperando Juan na frente da grande entrada do banco. De repente meu celular tocou.
– Alô? –atendi.
“Miley, sou eu. Por enquanto está tudo no controle, não é?” – tio Steve falou do outro lado da linha.
– Sim, está tudo certo.
“Ok. Olhe em volta. Está vendo um carro preto com janelas abertas?”
Olhei em volta e finalmente vi o tal carro. Dentro estavam três caras de roupa preta.
– Estou.
“Eles são os caras que eu contratei. Quando vocês dois entrarem eles vão esperar uns três minutos e vão invadir o banco.”
– E aí eles vão entrar no cofre junto com a gente e blá, blá, blá. Tio, você já me falou isso umas quinze vezes.
“Não me contraria, menina! Só estou falando de novo pra você não falhar.”
– Está bem, está bem... – rolei os olhos. Logo encontrei o Juan vindo em minha direção. – Tio, ele já chegou. Estou indo, beijos! – desliguei o celular e abri um enorme sorriso. – Oi, meu amor. Você está tão bem vestido assim só pra ir ao banco?
– Não, é porque hoje depois do banco vamos nos divertir um pouquinho, então quero ficar bem bonito pra você.
– Seu safado! – dei um tapinha no seu ombro que o fez rir.
Que pena, não teria mais diversão depois do banco. Ele tem um jeito tão sexy que, por um momento, me deu uma vontade de ceder só pra ter mais uma noite com essa perdição. Mas como sou uma menina honesta e certa eu tenho que botar meu trabalho em primeiro lugar, não é mesmo?
Entramos no banco e conversamos com o gerente. Juan mostrou sua identidade e citou a senha para provar que era realmente filho do Fernando Martinez. O gerente confirmou e nos mostrou o caminho para os cofres. Chegamos até um relativamente grande e Juan digitou o código. Automaticamente o cofre se abriu.
– Parados! – uma voz gritou atrás de nós. Virei-me e deparei-me com um cara com uma roupa preta e um capuz que cobria seu rosto também preto. Sua arma prateada reluzia contra a luz quase ofuscante do banco. Parecia poderoso com aquilo nas mãos, a não ser as mesmas que estavam tremendo de tanto nervosismo.
Levamos as mão pro alto para mostrar que não iríamos reagir.
– Por favor, não mata a gente! – pedi, com um olhar assustado.
– Pra isso vocês dois vão ter que ficar quietinhos enquanto eu estiver fazendo uma limpeza aqui. – falou, enquanto atirava nas câmeras de segurança em nossa volta. Ouvi tiros da entrada do banco. Provavelmente acabando com as câmeras de lá também. Quanto menos provas melhor. Ou pode ser até mesmo alguns reféns morrendo... Quem sabe?
– Não! Não vou deixar você pegar todo esse dinheiro! Isso é da empresa do meu pai! – Juan se manifestou.
– Você não manda em mim, moleque. – falou, entrando no cofre, deixando-nos pra trás.
Nesse tempo em que ficou de costas para nós, Juan pulou em suas costas e arrancou a arma da sua mão. Merda!
– Não faça isso! Tem outros dele lá fora. E eles vão te matar! – avisei.
– Sophie, eu sei o que estou fazendo. – Juan falou, apontando a arma para o bandido idiota. Que cara maluco!
– Me dá isso aqui. – arranquei de suas mãos com rapidez, antes que puxasse de mim. – O que você tem na cabeça? Sabia que esse tipo de quadrilha não é pra se brincar? Eles são perigosos.
– Eu sei, amor, mas eu queria proteger você. E o dinheiro da empresa.
– Não preciso ser protegida. Já você... – lancei um olhar duvidoso para o chão.
– Como assim, Sophie? – perguntou confuso, mas ao mesmo tempo assustado.
– Olha, foi bom te conhecer. Você é um cara legal, mas tenho que me despedir. Então... - ele continuava me encarando, não entendendo quase nada de minhas palavras. – Adeus, Juan. – apontei ligeiramente a arma para seu peito e puxei o gatilho. Um tiro, dois tiros, três tiros, quatro tiros. Acho que agora não teria mais como sobreviver.
Voltei minha atenção para o imbecil do bandido, que ficou me olhando com cara de bunda.
– Seu merda! Era pra VOCÊ ter feito isso. - Apontei para o corpo estirado do meu namorado. - Bem que avisei a meu tio pra não contratar qualquer um. Olha no que deu. – eu falava, enquanto andava em círculos. – Por acaso você não aprendeu o esquema? Hein?
– Bom, aprendi... É que eu fiquei tão nervoso agora que não soube o que fazer... – falou, meio sem jeito.
– Sem jeito? Nervoso? Vem cá, o que você fazia, hein? Roubava galinha do vizinho? Não é possível! – minha voz já estava alterada.
– Desculpa, eu falhei.
– Não se pede desculpa. Só tenta melhorar a besteira que fez, ok? – peguei um lencinho da bolsa e comecei a limpar minha impressão digital. – Vai tirando logo o dinheiro, idiota. Não está vendo que o tempo está passando?
O homem apenas assentiu calado e foi guardando o dinheiro dentro de um saco de pano rapidamente.
– Toma. – entreguei a arma de volta a suas mãos. – Vai logo antes que a polícia chegue!
Ele saiu correndo para fora do banco. Não sei se essa rapidez toda foi por tentar melhorar o trabalho que fez ou por medo de mim. Talvez os dois.
Olhei para o corpo a minha frente ensanguentado e abaixei-me para abraça-lo e comecei a fingir que estava chorando. Uma das qualidades que mais aprecio em mim mesma é a habilidade de atuar facilmente.
Poucos minutos depois a policia chegou ao banco. Mas já era tarde demais.
Flashback off
– E o Oscar de melhor atriz vai para... Miley Cyrus, interpretando a personagem Sophie Evans no filme “História de amor em Madri”! – disse, animado, imitando aqueles artistas que entregam prêmios, enquanto dirigia até a estação de trem.
Comecei a gargalhar batendo palmas, como se eu fosse a própria plateia do nosso “Oscar”.
– Vamos pra Londres para pegar novas identidades e passaportes falsos e depois vamos para onde? Quem será nossa próxima vítima? – falei com uma voz assustadora e tio Steve começou a rir.
– Bom, estamos ótimos com isso. Estamos atuando bem e... trabalhando – deu ênfase ao trabalhando, dando segundo sentido à palavra. – muito bem... E estamos fazendo golpes demais. Então para nós tirarmos logo umas férias e também para não deixarmos nada suspeito, vamos logo ao Grand Finale!
Meu coração disparou de ansiedade.
– Grand Finale? Você está querendo dizer... – tentei falar com calma.
– É isso mesmo que você está pensando, minha Miles! A sua tão esperada Missão Jonas!
– Está falando sério, tio? Você acha que eu já tenho potencial pra missão desse porte? – perguntei, arregalando os olhos.
– Acho! E pode ir botando esses olhões azuis no lugar, não quero que as pessoas daqui pensem que você ficou maluca depois da morte de Juan. Vamos embora com classe, como dizia senhora Martinez. – rimos juntos, lembrando o jeito de madame patético dela.
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Sinopse
Miley Cyrus,a golpista mais perigosa e procurada da Europa, está a caminho de Los Angeles para dar o seu último, e mais esperado golpe. Ela nunca teve nenhuma compaixão, ou muito menos algum tipo de afeto com suas vítimas. E não é agora que ela pretende ter algum desses sentimentos pelo Nicholas Jonas, filho de um dos mais bem sucedidos empresários do mundo. Mesmo com anos de experiência e planejamento, mal sabe ela que várias surpresas a aguardam nessa missão.
Estréia do blog
Oi gente!!! Para quem já me conhece, sabe que fiz esse blog para postar a minha fic por causa da maldita (e egoísta) regra do Nyah. Ano que vem todas as fics de Artistas/Bandas serão apagadas. Decidi que não transformaria a fic em Original e quis manter com os mesmos personagens postando em um blog. Bom, aqui estou eu :D
Para quem não me conhece, sou a Carol Fofolety (no nyah) e esse apelido super bobo veio de um perfil fake e acabei sendo conhecida pelas minhas amigas smilers por Fofolety (ou Lety). Bom, mas a escolha é sua e me chame do que quiser : Carol, Fofolety, Lety, Fofo, até Joaninha! kkkk (longa história kkkkkkkkk). Sou fã da Miley e da trilogia Jogos Vorazes. Também me considero uma semi-deusa (filha de Atena ;D), ou seja, adoro os livros do Rick Riordan. Vou postar minha fic Niley nesse blog e espero que eu agrade a todos!
Thief of Hearts é uma fic de ação e romance. Antes de criá-la, quis fazer uma história bem diferente das que já li. Então tive a ideia de fazer uma fic em que a Miley (a nossa protagonista) é uma vilã e criminosa. Algumas pessoas não gostam desse tipo de história, mas garanto que se acompanhar até o final, não vão se arrepender. O objetivo da minha fic é mostrar que nem todo mundo é totalmente mau e totalmente bonzinho. Que as pessoas que cometem erros, não ficaram "malvadas" simplesmente por que quiseram e mesmo assim tudo terá suas consequências. A história abordará a seguinte questão: "Os vilões tem, ou não tem o direito de amar?" A fic ainda está em andamento, por isso vou tentar sempre surpreender vocês. Para isso, também seria legal algumas sugestões. Mesmo com a fanfic inteira na minha cabeça, talvez algumas ideias possam me ajudar.
Não sei mais o que eu falar nessa introdução. Acho que é só isso hahaha
Beijos!!!
Obs: quem já conhece a fic e gosta, por favor, vocês podem me ajudar a divulgar o blog para suas amigas/seguidoras?
Para quem não me conhece, sou a Carol Fofolety (no nyah) e esse apelido super bobo veio de um perfil fake e acabei sendo conhecida pelas minhas amigas smilers por Fofolety (ou Lety). Bom, mas a escolha é sua e me chame do que quiser : Carol, Fofolety, Lety, Fofo, até Joaninha! kkkk (longa história kkkkkkkkk). Sou fã da Miley e da trilogia Jogos Vorazes. Também me considero uma semi-deusa (filha de Atena ;D), ou seja, adoro os livros do Rick Riordan. Vou postar minha fic Niley nesse blog e espero que eu agrade a todos!
Thief of Hearts é uma fic de ação e romance. Antes de criá-la, quis fazer uma história bem diferente das que já li. Então tive a ideia de fazer uma fic em que a Miley (a nossa protagonista) é uma vilã e criminosa. Algumas pessoas não gostam desse tipo de história, mas garanto que se acompanhar até o final, não vão se arrepender. O objetivo da minha fic é mostrar que nem todo mundo é totalmente mau e totalmente bonzinho. Que as pessoas que cometem erros, não ficaram "malvadas" simplesmente por que quiseram e mesmo assim tudo terá suas consequências. A história abordará a seguinte questão: "Os vilões tem, ou não tem o direito de amar?" A fic ainda está em andamento, por isso vou tentar sempre surpreender vocês. Para isso, também seria legal algumas sugestões. Mesmo com a fanfic inteira na minha cabeça, talvez algumas ideias possam me ajudar.
Não sei mais o que eu falar nessa introdução. Acho que é só isso hahaha
Beijos!!!
Obs: quem já conhece a fic e gosta, por favor, vocês podem me ajudar a divulgar o blog para suas amigas/seguidoras?
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