segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

2ª temporada - Capítulo 5: Let's resolve this

Joe Narrando

Rolei sobre a cama macia do hotel pela milésima vez. Minha mente estava a mil por hora e simplesmente eu não conseguia fechar os olhos, dormir e esquecer, por algum momento, toda a confusão de horas atrás. Olhei para luz do sol que insistia em aparecer sutilmente na fresta entre as cortinas. É claro que é o jat leg. Por isso que eu não consigo repor minhas horas de sono. O que mais seria?
Eu desisti e me levantei do maldito colchão. Quem eu quero enganar com essa desculpa?

Tudo aquilo me deixou perturbado. A Miley ainda viva, o Nick ajudando num plano louco de fulga, a rejeição clara dele hoje de manhã... É coisa demais para minha cabeça. Quer dizer, se passou um ano depois de toda aquela loucura e quando finalmente pensei que tudo ia se ajeitar, Nicholas me joga essa bomba no meu colo. Passei as mãos em meu cabelo em nervosismo. O que aquele animal tem na cabeça?!

Tirei a minha cueca, a única peça de roupa que eu usava, e fui direto para o chuveiro da minha suíte. Abri a torneira, apoiei uma das minhas mãos na parede e abaixei minha cabeça, deixando que a água morna relaxasse os meus músculos tensos, numa tentativa válida de me acalmar.

Mas não era só raiva e incredibilidade que eu estava sentindo. Confesso que eu estava decepcionado. Ele perdoou aquela vagabunda por tudo o que ela fez, mas faz questão de desconsiderar de sua vida todo o resto que ele deixou em Los Angeles, inclusive eu. E o pior de tudo é que eu tenho certeza que eu não vou saber falar um não na cara daquele babaca quando a Miley o passar a perna e ele vier me pedir ajuda.

É sempre assim. Quer dizer, antes da bruxa da Miley aparecer na vida dele, sempre quando ele estava em apuros eu tava lá, mesmo eu não querendo na maioria das vezes.

Quer saber? Eu não vou ficar aqui sozinho me chateando com os meus próprios pensamentos, preso nesse quarto. Terminei o meu banho, me arrumei rapidamente e fui até o quarto onde o Brian estava hospedado. Bati na porta algumas vezes e logo fui atendido por ele.

-O que foi?- perguntou ele com uma expressão cansada. Ele também parecia bastante chateado ainda.

-Como é que é? Vai ficar aí se lamentando feito uma mulherzinha? Já que atravessamos o oceano para vir para esse lugar, vamos pelo menos fazer alguma coisa que preste!

Brian me lançou um olhar de "você está brincando, né?" e logo depois bufou.

-Olha Joe, eu não to muito no clima para bancar o turista, não. - ele respondeu com um tom de voz que quase me matou de tédio.

-É justamente por isso que eu estou aqui. Deve haver algum bar que preste por perto. Vamos beber e esquecer o imbecil do Nicholas que nem ele fez com a gente. Vou te dar dez minutos para se aprontar. - Brian abriu a boca para me responder, mas eu o interrompi. -Não aceito não como resposta. Não quero ficar bêbado e sozinho numa cidade que nem conheço.

Vinte minutos depois, chegamos a um bar que havia ali por perto. A decoração era rústica, mas parecia ser bem confortável. Mas quem se importa com o conforto? Eu só quero encher a cara e nada mais além disso! Eu e Brian nos sentamos em frente ao balcão e pedimos nossas bebidas, que foram rapidamente servidas.

-Tudo parece tão surreal ainda. Quer dizer, a Miley está viva! Quem poderia imaginar uma coisa dessas? – falou Brian antes de tomar um gole grande do seu pedido.

-Pois é, é difícil de acreditar. Mas tudo é possível de acontecer na minha família. Você já deveria estar preparado para encarar coisas inesperadas desse tipo. – eu disse tomei um gole do meu drinque.

Percebi que Brian por um breve momento ficou distante, pensando sobre alguma coisa que tenha a ver com o que estávamos falando. Então, ele acordou de seus devaneios e voltou o seu olhar para mim.

-Você acha mesmo que depois de tanto tempo morando junto com o Nick, ela ainda não sinta nada por ele? – ele perguntou curioso. – Quer dizer, aquele acontecimento em Los Angeles da Miley salvar o seu irmão do tio dela... Aquilo me fez achar mesmo que ela gostava dele.

-Eu não sei, Brian. Mas não acho que seja um amor puro. Aquela biscate já tem um passado muito comprometedor para ser capaz de se redimir totalmente do jeito que o Nick tanto acredita.

-Também duvido que ela tenha ficado boazinha de uma hora para outra depois de tudo que ela fez, mas... Eu não sei. Ela é confusa. – ele balançou a cabeça encarando o seu copo cheio pela metade.

-Não, Brian. Você é confuso, eu sou confuso, Nick é confuso. Miley é uma bomba-relógio. Só que a diferença é que ninguém faz ideia de quando ela vai explodir. – eu disse com certeza absoluta. – Mas por incrível que pareça, quem mais me preocupa não é ela, e sim o Nick. Foi ele quem quis que ela estivesse solta, foi ideia dele trazer ela pra cá para que ela pudesse se esconder.

-E vai ser ele quem vai sair machucado nisso. – Brian chegou à conclusão óbvia.

-Exatamente.

-Quando isso acontecer, não sei se conseguiria virar as costas pro Nick. Quer dizer, eu mandaria ele se foder primeiro. – eu ri. Com certeza, eu faria o mesmo. – Mas eu acho que ficaria do lado dele. E você?

Eu esvaziei meu copo num só gole e dei de ombros. –Família não se escolhe, né?

                Brian riu comigo e pedimos mais outra dose. Essa conversa com ele, fez que a minha mente vagasse por algumas memórias do passado.

Flashback on

Gabe Parker esperava impacientemente Nick ceder. Gabe era bem maior que o Jonas e seu melhor amigo, Brian, assim como os outros amigos da sua pequena "gangue" de valentões do sétimo ano. A dupla de amigos pensou a mesma coisa: eles estavam encrencados.

-Anda, seu otário. - o valentão empurrou o garoto de cachos. - Entrega logo essa porcaria de game pra mim antes que eu quebre essa sua cara de babaca.

-Não!- Nicholas respondeu firme. -Foi um presente do meu pai e não vou entregar pra ninguém.

Depois das férias de verão, a notícia do enriquecimento da família Jonas se espalhou rapidamente, provocando fofocas e inclusive inveja de alguns. E esse era o caso de Gabe Parker. O garoto de doze anos não conseguia suportar que Nicholas Jonas fosse o assunto da vez, muito menos que o seu game de ultima geração e seus muitos outros presentes caros do seu pai tenham atraído tanta atenção e admiração dos seus colegas de série. Ele nunca foi alvo das brincadeiras de mal gosto ou de provocações de Gabe e seus amigos, mas Nick sempre foi do tipo de criança mais na dele, compartilhando apenas a amizade fiel de Brian.

   Apesar da firmeza na sua decisão, assim como Brian que estava ao seu lado, Nick estava com muito medo. Os dois estavam na rua, a caminho da casa de Brian, que não era muito longe dali. Ou seja, não se encontravam mais sob a proteção da direção da escola.

-Anda, seu boiola. Vou ter que te dar uma lição antes que você faça o que eu to mandando?

-Ele não vai fazer o que você quer, porque você não manda em ninguém, seu bosta. - gritou Brian, que tomou partido na briga. -Deixa o Nick em paz!

-É melhor você parar de bancar o heroizinho e ficar na tua, Evans. Senão você vai apanhar o dobro. - Avan, um dos amigos de Gabe, se pronunciou apontando o dedo ameaçadoramente para o Brian, que por dentro estava morrendo de vontade de sair correndo, mas se manteve firme sob a ameaça do garoto visivelmente mais forte.

-Deixa Brian fora disso. - Nicholas deu um passo a frente em defesa. -E se você quiser um game igual ao meu, Gabe, arrume o seu próprio dinheiro e vá comprar na loja. Porque eu não sou de abaixar a cabeça pra um bando de babacas que nem vocês, não.

-Acho que você ainda não entendeu muito bem o que eu quis dizer. - Gabe se aproximou com um seu sorriso metálico carregado de maldade. - Ou você faz o que eu quero por bem. - deu um empurrão novamente em Nick. Porém, dessa vez foi com tamanha força que ele se trombou com o seu melhor amigo, que estava logo atrás.

-Ou faz por mal. -mais um outro garoto, que o Nick não lembrava o nome, o empurrou com ainda mais força, o fazendo  perder o equilíbrio e cair junto com o Brian sobre o chão cimentado. Os garotos riram do modo desajeitado que a dupla caiu diante deles.

Antes que o Nick se preparasse para levar um chute de Gabe, uma voz soou alta e ameaçadora atrás dele e de Brian.

-Se você tocar mais um dedo nele, você vai se arrepender de ter nascido!

A pessoa ainda não se encontrava no campo de visão de Nicholas e Brian, mas os dois reconheceram muito bem a voz firme e cheia de raiva que fez os valentões a sua frente estremecerem. Joe surgiu em seu campo de visão e estendeu a mão para o seu irmão mais novo se levantar e logo depois fez o mesmo para o Brian. Salvos pelo gongo! A dupla de melhores amigos suspirou aliviada.

-Só porque você é mais velho do que nós, não quer dizer que temos medo de você. Não passa de um imbecil que nem o seu irmãozinho gay. – Gabe cruzou os braços, enquanto mentia, tentando mostrar uma falsa coragem diante de Joseph.

-Ah, é mesmo? – Joe se aproximou, fazendo questão em amedrontar os garotos com a sua diferença de altura e seu corpo atlético. – Estou vendo como vocês são corajosos. Só de se meterem com o meu irmão, tem que ter muito desapego à vida, mesmo. – ele puxou Gabe pela gola da camisa, fazendo que suor frio brotasse da testa do garoto. Joe aproximou o seu rosto bronzeado do rosto redondo e infantil de Gabe. - Você ainda quer a porra do game do meu irmão? Porque se você ainda quiser, vai ter que se resolver comigo primeiro.

-Deixa pra lá, Gabe. – Avan, o seu companheiro de confusões, aconselhou. – Vamos embora.

Os outros meninos da pequena gangue concordaram, hesitando arrumar confusão com Joseph. Além do mais, se tentassem fazer alguma coisa contra o moreno, eles estariam chamando os amigos da idade dele para a briga, também.

-Me larga, por favor.  – pediu Gabe assustado. Por causa da diferença de altura, Gabe se encontrava na ponta dos pés e com dificuldade de respirar.

-Só se você me prometer que nunca mais vai se meter com o Nick ou com Brian. – disse o Joe puxando mais a gola da camisa.

-Eu prometo, eu prometo. – o menino respondeu rápido, querendo sair daquela situação o mais rápido possível. Joe o largou e o Gabe deu alguns passos para trás rapidamente, para garantir uma distância segura do jovem alto.

-Se tentarem fazer alguma coisa pro meu irmão e pro amigo dele, eu não vou ter pena de ninguém. Vocês me entenderam? Isso serve para qualquer um. Então é melhor que vocês espalhem para os seus amigos que ninguém vai se meter com eles. – Joe apontou para o Nick e Brian que assistiam a cena com um sorriso de divertimento nos lábios e a surpresa estampada nos olhos.

Os meninos assentiram nervosos e no segundo seguinte, dispararam os passos para bem longe de Brian, de Nicholas e, principalmente, do seu irmão mais velho e forte.

-Vocês estão bem? – perguntou Joe para os dois garotos, que afirmaram com a cabeça. Antes que qualquer um dos dois falasse alguma coisa, ele interrompeu. –Se aqueles caras ou qualquer outra pessoa tentar machucar vocês de novo, me avisem. – Nick ia abrir a boca para responder, mas novamente, o mais velho desandou a falar. –Nunca, Nick. Nunca deixe que as pessoas te façam de idiota, você me ouviu? Agora estamos ricos e a quantidade de gente má intencionada, falsa e invejosa que vai aparecer no nosso caminho vai ser absurda. Abre bem o olho e tome cuidado com isso.

-Eu vou tomar mais cuidado da próxima vez. Eu prometo. – Nick disse confiante.

Joe viu olhos escuros de Nick brilharem de um jeito diferente e um sorriso no rosto contagiante. Ele tentou reprimir um sorriso, também, mas deixou escapar por alguns segundos. Tentou desviar a sua atenção para o seu carro novo no qual o seu amigo ainda o esperava no banco de carona.

-Vamos logo para casa. Eu ainda tenho que dar carona pro Erick. – deu as costas para os dois e começou a caminha em direção ao carro.

Brian e Nick trocaram olhares cúmplices. Não foi necessário dizer nada. Na linguagem visual que só os dois entendiam, aquilo significava “Você viu o que eu vi?”.


– Vocês estão mais lerdos do que duas lesmas. Anda logo! – apressou Joseph.

Os dois apressaram o passo a até o carro. Nick parou de frente para o irmão mais velho e não soube muito bem o que fazer. Era estranho esse momento de paz entre os dois que passavam mais tempo brigando do que agindo normalmente um com o outro. Antes que Joe pudesse dizer alguma coisa Nicholas deu um abraço rápido e desajeitado nele. Meio sem jeito, Joe retribuiu nos poucos segundos que o abraço durou.

-Obrigado. – envergonhado, Nick disse num tom quase inaudível.

-Não tem de que. – Joe bagunçou o cabelo do caçula do jeito que ele sempre fazia quando implicava com o Nick, mas dessa vez o mais novo riu.

Para o Nick era estranho de acreditar que Joe, aquele cara implicante e rebelde, foi o grande herói do dia. Mas a estranheza não impediu de que um sentimento novo tenha se despertado dentro de seu peito: orgulho.

Flashback off

Sacudi a cabeça, espantando as lembranças da minha mente. Como Nicholas é idiota!

-O que está pensando? – perguntou Brian. Ele é fraco para bebidas e já dá para perceber que os seus olhos já estão levemente caídos.

-Eu estava me lembrando de uma coisa. Mas nesse momento eu estou socando o Nick mentalmente.

-Ah... Chega! Você me chamou para esse lugar para esquecer o Nick e não falar sobre ele! – falou Brian impaciente.

Eu balancei a cabeça achando graça da sua cara de raiva. –Você tá certo! Vamos mudar de assunto.

-Qual vai ser o assunto da vez agora? – ele perguntou.

Eu olhei para a entrada e abri um sorriso malicioso. –Talvez a morena gostosa que acabou de chegar. –acompanhei com o olhar a mulher que caminhava sem nem mesmo olhar na minha cara, exalando pura confiança.

-Uau, você é bem rápido para encontrar uma gata. – disse Brian observando de cima a baixo a recém- chegada.

-Digamos que acabei criando um radar natural com o tempo. – eu disse e Brian riu.
A jovem mulher se sentou ao meu lado do balcão e eu tive que me conter para não ficarem obvias as minhas intenções. Disfarcei e fingi prestar atenção na minha bebida que eu estava quase acabando de tomar.

A atitude levemente afrontosa que ela exalava, apesar de ser familiar, me chamou bastante atenção. Eu me sentia atraído por mulheres de personalidade forte, assim como parecia ser aquela morena. Talvez se distrair com mulheres hoje possa fazer bem pra mim.

-Uma cerveja, por favor. – ela pediu ao barman.

-Uma não, duas. Por minha conta. – eu tirei o dinheiro da minha carteira e coloquei sobre o balcão. Essa frase foi o suficiente para cativar a atenção da recém-chegada. Seus olhos castanhos escuros me encararam com estranheza. – Se você não se importar que eu pague, é claro. – eu sorri sedutoramente.

Ignorando o meu sorriso, ela continuou séria. As cervejas foram servidas. A morena clara cruzou as pernas naquele jeans apertado, que tirou o foco da minha atenção por um momento, e virou-se para minha direção.

-Americano? – ela perguntou com curiosidade.

-Sim, já visitou a América? – eu perguntei esperando puxar um bom assunto.

-Já e detestei. – ela respondeu azeda. - O patriotismo daquele povo me incomoda.

-Uma pena. Tem muitas coisas dos Estados Unidos que, com certeza, você iria amar. – eu olhei diretamente nos olhos, deixando que a minha voz saísse mais baixa e que as palavras saíssem ambíguas por entre um pequeno sorriso travesso. Ela demorou alguns minutos encarando os meus lábios molhados da bebida anterior e meus olhos. Um ponto pra mim!

-Você acha que vai conseguir me comprar com uma cerveja? – ela mudou de assunto drasticamente. Então o que eu disse a deixou tão desnorteada que foi necessário mudar de assunto? Bom.

-Não se compra ninguém com uma cerveja. Mas talvez uma cerveja seja um bom motivo para começar algum assunto. E talvez a partir de um assunto, o interesse possa despertar.

-Como você tanta certeza que eu vá me interessar por você? Você pode correr o risco de pagar uma cerveja a toa. – sabia que alguma coisa na sua fala era diferente. Ela carregava um sotaque britânico forte, que chegava a ser sexy ao soar por entre os seus lábios.

-Dinheiro não é problema para mim. – eu não pude conter a presunção no meu tom de voz. – Conquistar mulheres também não.

                -Nossa, o seu ego é tão grande que me enoja. – ela disse torcendo o nariz.

                -Ah, qual é? Eu só estava brincando! Relaxa... - eu disse e ela rolou os olhos em resposta. -Eu confesso que adoro mulheres difíceis, mas não precisa dificultar tanto.

                -Eu não estou dificultando, mas eu já estou de saco cheio de homens metidos a Dom Juan que nem você. – ela levantou um pouco mais estressada. – Quer saber? Fica com a merda da cerveja pra você e pro seu amigo. Perdi a vontade. – Assim, a britânica mal humorada saiu em passos largos de volta para a rua.

                Eu encarei Brian que ria do fora que eu levei, enquanto tomava a garrafa intocada de cerveja para ele. – Pelo visto, o Joe fodão não conseguiu se dar bem hoje. – ele disse debochado.

                -É só questão de tempo. – eu disse encarando saída, por onde a garota acabou de passar. –Porque se eu encontrá-la de novo, ela não vai escapar. Escreve o que eu estou dizendo. – agora é questão de honra. Sempre foi assim. Nunca gostei de levar um não, nunca aceitei. E nesse momento não é diferente.

                -Essa eu quero ver! – Brian disse em tom de desafio. –Você ouviu o que ela disse. Ela detesta conquistadores de plantão. Isso SE você encontrá-la de novo, o que é meio difícil.

                -Muito obrigado pelo apoio. – eu disse irônico enquanto tomava a cerveja.

                -Disponha. – ele disse risonho.

               
Algumas horas depois...

Nick Narrando

                Flashback on

                Já se completava uma semana. Uma semana que a família Jonas tinha vivenciado um verdadeiro inferno dentro da própria casa. Logo depois do funeral de Denise, Kevin, o mais velho dos irmãos, não conseguiu mais conter a sua revolta e teve uma briga terrível com o seu pai. Jogou toda a culpa sobre Paul, dizendo que a sua ambição, sua infidelidade e sua ausência que era responsável pela morte da mãe e, consequentemente, da destruição da felicidade dos filhos dele. Obviamente, Paul não escutou calado. Ao final da pior briga que a família já viveu, Kevin resolveu ir embora e não olhar para trás. Há sete dias, o mais velho do trio de irmãos não havia deixado qualquer rastro. Com toda a certeza ele já tinha ido embora de Los Angeles.

                No meio da madrugada, Nick bate na porta do quarto de Joe. Ele não atende, provavelmente está dormindo. Nick bate novamente com mais força dessa vez. Ele ouve o mais velho reclamar com sono e então a porta é aberta.

                - O que você q...? - ao abrir a porta, Joe se depara com o seu irmão de treze anos com o rosto molhado de lágrimas. – Nick? O que houve?

                Nick abriu a boca para responder, mas não conseguiu conter o soluço de choro, deixando ainda mais lágrimas escorrer pela sua bochecha. Não era necessária resposta alguma. Joe sabia muito bem o motivo do seu choro. O clima estava pesado demais e aquela casa estava vazia demais para os dois suportarem.

                -Vem, entra aqui. – Joe disse baixo, enquanto Nick entrava no quarto e ele fechava a porta do cômodo.

                -Hoje eu falei com nosso pai. Eu pedi para ele chamar a polícia para procurar o Kevin. – Nick disse com uma voz embargada. – Ele disse que não vai adiantar procurar se ele não quiser voltar e que tem certeza que ele nunca mais vai voltar. E eu sei que é verdade. – fungou e tentou secar inutilmente as lágrimas com a mão. – Primeiro é a nossa mãe, depois o Kevin... Por favor não me deixe, também. – Nick voltou a chorar. – Eu não quero que vá embora eu fique sozinho aqui.

                Joe sabe que muitas vezes pensou em fazer a mesma coisa que Kevin nos seus momentos de revolta, mas havia duas coisas que o impediram de fazer isso: o seu irmão e o seu comodismo. Era hipocrisia pensar que ele não gostava desse conforto e seria mentira se ele dissesse que não se importava com a ideia de deixar Nick encarando do esse turbilhão de problemas sozinho.

                -Eu não vou embora, Nick. Fica tranquilo. – Joe disse apoiando a mão sobre o ombro do mais novo. – A gente não se dá muito bem às vezes, mas agora nós temos que ficar unidos. – Nick balançou a cabeça afirmativamente. – Eu prometo que eu não vou te deixar, cara. Eu te dou minha palavra.

                -Eu também não vou te deixar. Eu prometo. – Nick disse firme olhando nos olhos do irmão mais velho.

                Flashback off


                A água morna da banheira e o cheiro de sais de banho eram simplesmente relaxantes, mas poderiam ser muito mais se a minha mente não estivesse vagando desnorteada para longe daquele banheiro. Era óbvio que mesmo já de noite, o incidente de hoje de manhã ainda desgastava a minha atenção e humor. Não é pra menos. Às vezes me pegava me perguntando por que eu não falei para eles desde o começo, pra que ter escondido se em algum momento eles descobririam do mesmo jeito e o que deveria fazer agora.

                Fui desperto dos meus devaneios pela presença da Miles. Os seus olhos azuis fizeram que a minha cabeça parasse de borbulhar por um momento. – Oi, como você está? – ela tinha acabado de chegar em casa. Ela tinha saído para resolver algumas coisas, inclusive procurar o Chad.

                -Ainda estou um pouco chateado, mas vai passar. – eu respondi.

                -Tem espaço para dois? – ela perguntou, se referindo à banheira e abrindo um sorriso lindo. Era impossível não retribuir.

                -É claro que tem. E mesmo se não tivesse, daríamos um jeito. – eu disse um pouco mais relaxado por ter ela por perto.
               
                Miley se despiu com rapidez e entrou na banheira. Ela se sentou frente a frente para mim. Mergulhou a cabeça por alguns segundos e voltou a se sentar de novo. Ela olhou diretamente nos meus olhos e se aproximou de mim. Beijou a minha boca com suavidade e eu retribuí. Aquilo foi me relaxando ainda mais, me deixando menos tenso a cada segundo daquele beijo. 

                -Eu odeio te ver desse jeito. – ela sussurrou, roçando os seus lábios macios nos meus. Seus olhos transmitiam carinho e preocupação.

                -Vai passar. – eu acariciei o seu rosto molhado e corado de sol.

                -Desculpa.- ela disse ainda baixinho. -Eu não queria que você se afastasse do seu amigo por minha causa e... – eu a interrompi com mais outro beijo. Eu suguei o seu lábio inferior com a mesma suavidade de antes. Deixei que nossas línguas se roçassem lentamente. Me separei dando mais alguns beijos rápidos na sua boca.

                -Não foi culpa sua. – eu respondi a puxando para perto de mim. Miley reinclinou o seu corpo no meu enquanto eu a abraçava. Suas costas macias roçavam no peito e abdômen. – Quer dizer, é meio óbvio que eles brigaram comigo por sua causa, mas de jeito nenhum você está errada. Muito menos deve me pedir desculpas por isso. Tudo o que eu tive que perdoar, eu já perdoei e isso aconteceu lá em Los Angeles.

                -Onde você acha que você acha que eles devem estar agora? – ela perguntou.

                -Acho que hospedados no principal hotel da cidade, provavelmente. Não acho que deu tempo para eles comprarem outras passagens e irem embora.

                -Eu posso conversar com o Brian, se você quiser. Eu posso ir lá amanhã. – ela virou o rosto para olhar para mim. – Posso tentar convencê-lo a fazer as pazes com você.

                -Ele não escutaria você. Além do mais, Joe provavelmente estará por perto. Só vai causar ainda mais confusão. Eles acham que você não mudou, que você é a mesma pessoa manipuladora de antes. – eu disse e ela concordou com um aceno de cabeça. – Se eles pudessem ter a chance de te conhecer melhor da mesma maneira que eu tive... – eu falei pensativo. – Talvez eles mudariam de ideia e não teria mais confusão nenhuma. – então minha mente iluminou como uma lâmpada. – É isso!

                Miley virou a sua cabeça para trás e olhou para mim com uma expressão assustada. – Puta merda, Nick. Não diz que é que a sua ideia é o que eu to pensando...

                -Ah, vamos! Um dos lados tem que ceder primeiro. E nesse caso, o seu lado é o que cede. –eu disse. – É só por um período curto de tempo. Eu juro que se eles extrapolarem os limites, eles vão embora de novo. Esse é a única maneira de dar certo.

                -Ah, não! Eu quis ser a mediadora entre você e Brian. Eu nunca quis que o seu amigo e Joe venham conviver comigo por um tempo. Isso é totalmente diferente! – a Miley desandou a falar com nervosismo. – Além do mais qual é a garantia que eles vão topar numa boa? Eles estão com raiva da gente, de mim principalmente. O que levaria a convencer os dois de dividirem um teto por alguns dias com a golpista manipuladora que eles tanto detestam? E a nossa privacidade?

                -O que custa tentar? – eu perguntei a virando de frente para mim para ela olhar nos meus olhos. –Por favor, Miles. Faz isso por mim. Eu te amo e te defenderia até a morte, mas eu não quero viver em guerra com Brian e Joe pelo resto da minha vida. Isso vai fazer mal pra mim.

                Ela me encarou séria e suspirou. – Para de me olhar com essa cara, Nicholas. – eu sorri. Eu sei que quando ela fala assim é porque estou prestes a conseguir o que quero. –Você está sorrindo por quê? Eu não cedi. – Miley cruzou os braços. Ela fica linda quando faz essa cara de brava.

                -Eu prometo que se você topar, eu faço o que você quiser durante uma semana inteirinha. Viro o seu amo de luxo. – ela riu com a última frase. 

                -Tudo o que eu quiser? Tudo mesmo?

                -Tudo. Limpo a casa todinha, lavo a louça, compro todas as roupas que você quiser, treino até amanhecer, aprendo a cozinhar pra você... Totalmente a seu dispor. Em todos os sentidos. – eu falei num tom mais baixo para ela sacar a o segundo sentido. Miley sorriu maliciosa.

                -Você joga sujo, Nicholas. – ela respondeu tentando controlar o seu sorriso. Miley me jogou água e eu ri e fiz o mesmo com ela.

                -Aprendi com a mestra. – eu retruquei, enquanto a puxava para o meu colo. Ela olhou diretamente para os meus olhos e suspirou ao sentir a minha ereção. Ela não vai resistir por muito tempo. -Então... Topa ou não? – eu sussurrei passeando minhas mãos pelas suas costas. Me distraí por um tempo encarando os seus seios e voltei a olhar para os seus olhos, esperando uma resposta. Seu rosto já estava mais corado que o comum e os seus olhos estavam escuros.

                -Nick, isso não vai dar certo... – ela ainda resistia, mas agora com nem um pouco de vontade. Sua voz estava menos firme.

                Eu comecei a trilhar beijos pela sua nuca, até chegar na sua orelha e sussurrar. – Faz isso por mim. Só lembrando que é uma semana inteira do jeito que você quiser. Vai abrir mão disso? – eu suguei a sua orelha logo em seguida e senti toda a sua pele se arrepiar.

                -Droga, Nick. – ela resmungou com voz arrastada de tesão e eu ri em resposta. – Tudo bem! Mas vai ser tudo do meu jeito e se o Joe ou o Brian continuarem a me ofender...

                -Eles vão embora. – eu respondi em confirmação.

                -Você não presta, sabia? – ela brincou e eu sorri malicioso em resposta. Miley me puxou pela nuca e me beijou com ardência. Eu apertei sua bunda com força e retribui o beijo da mesma forma.


                No dia seguinte...
               
                Eu fui até o hotel para me certificar se os dois estavam hospedados ali. De acordo com a recepcionista, haviam dois rapazes americanos instalados. Eu pedi educadamente o número dos quartos para que eu possa encontrar pessoalmente com eles. Ela hesitou um pouco, por conta da segurança dos clientes, mas eu insisti e provei que era irmão de um deles com a minha identidade. Então, finalmente a moça deixou. Me passou os números dos quartos e eu fui rapidamente à procura.

                Chegando ao andar, bati primeiro na porta do Joe. Nada respondeu. Bati de novo com mais força. Ouvi um resmungo, mas nada de abrir a porta.

                -Oh Joe, abre logo essa porta! – eu bati com força de novo.

                -Quem é que está me perturbando a essa hora da manhã...? – ele reclamou do outro lado da porta enquanto a destrancava. Quando a porta foi aberta e ele me viu, nada foi dito. Ele apenas rolou os olhos e bufou. Não deu tempo de dizer nada, pois logo depois ele bateu a porta na minha cara.

                -Ah, qual é, Joe! Para de criancice e abre a merda dessa porta. Quero conversar sério com você.

                Ele me ignorou. Quanta maturidade!

                Eu bati com força mais uma vez até que ele não aguente mais e venha atender. E assim aconteceu.

                -O que você quer? – ele perguntou seco. – Eu estou numa puta ressaca e estou louco para voltar a dormir, então fala logo o que você para dizer e me deixar em paz.

                -Eu quero conversar com você em Brian sobre a Miley. – eu disse enterrando as mãos nos bolsos da minha calça.

                -Nós não temos mais nada para conversar com você.

                -Como você pode responder pelo Brian? – eu perguntei indignado.

                -Porque como eu, ele está de saco cheio disso, Nicholas. Se duvidar ele está com mais raiva do que eu. Você enganou o seu amigo por um ano! E você ainda quer vir bater um papo? – Joe cruzou os braços e foi a minha vez de bufar.

                -Olha só, eu estou aqui para tentar resolver isso de uma vez e colocar um ponto final nisso. Será que você não pode se mostrar um pouco maduro para pelo menos tentar me ouvir? – eu insisti. –Chama o Brian para o seu quarto. Eu preciso conversar com os dois.

                Contra sua vontade, Joe digitou o número de Brian no telefone e ele rapidamente atendeu. Joe pediu para que viesse para o seu quarto. Ele não avisou sobre o que era, mas disse que era uma coisa importante. Em um minuto, Brian estava ali batendo na porta.
               
                Quando Joe abriu a porta e Brian me viu, a sua expressão se fechou. Eu suspirei em cansaço. Pelo visto vai ser difícil encarar esses dois.

                -O que você está fazendo aqui? – perguntou ele.

                -Eu preciso conversar com vocês.

                -Da última vez que tivemos uma conversa, eu fui despejado da sua casa. – Joe resmungou baixinho. Eu olhei feio para ele.

                -Então fala logo o que você tem pra dizer. – Brian disse sério com os braços cruzados.

                -Eu quero pedir desculpas. – eu falei logo de uma vez. – Eu não deveria ter escondido de vocês durante tanto tempo. Eu tive meus motivos, mas não fui justo em enganá-los.

                Quando Brian ouviu o que eu disse, aos poucos sua guarda foi abaixando. Sua expressão não era mais agressiva, mas ainda era séria.

                -Que bom que você sabe que estava errado. – ele respondeu.

                -E então? Vocês me perdoam? – eu perguntei.

                Joe e Brian trocaram olhares, esperando o outro responder primeiro.

                -Eu perdoo. Mas ainda estou chateado com você. – Brian respondeu.
               
-Não é tão simples assim. – Joe disse impassível. Como sempre, o mais complicado. – Você me expulsou da sua casa por ela. Você sabe muito bem que os nossos desentendimentos vão muito além de um simples segredo.

-Eu fiz isso porque você estava a humilhando na própria casa. Era obvio que eu tinha que fazer alguma coisa! E eu sei que vocês não confiam na Miley e acham que ela está comigo por interesse, mas eu posso provar para vocês que ela mudou, ela é uma boa pessoa e me ama com sinceridade.

-Como? –perguntou Joe num tom de voz desafiador e ao mesmo tempo curioso.

-Eu quero que vocês passem uns dias lá em casa. Junto com a Miley. Vocês vão ter mais tempo para conhecê-la melhor. Eu juro que vocês vão mudar de ideia sobre ela.

Brian me encarou um pouco hesitante. – Eu não sei se isso vai dar muito certo...

-Passar alguns dias no mesmo teto do que aquela...? – Joe começou a falar e o olhei com reprovação. - ...mulher?

-Sim. – eu respondi. – Eu já conversei com ela sobre isso. Ela ficou com um pé para trás sobre isso, também, mas ela topou.

-Eu não acho seguro. – Joe disse. – Vai que ela cisma de me matar enquanto eu estiver dormindo?

-Joe, eu estive morando com ela durante um ano e não me aconteceu nada. Para de ser covarde! – eu falei rolando os olhos.

-Eu não estou sendo covarde, mas eu sei muito bem com quem eu estou lidando. Eu não me esqueci do que ela é capaz de fazer.

-Olha, se você acha eu estou enganado sobre a Miley, essa vai ser a sua chance de você me provar isso. - eu olhei para os dois. Brian e Joe não estavam nem um pouco animados com a minha ideia. –Por favor!

-Tá, eu topo. – Brian se rendeu.


Nós dois encaramos o Joe esperando uma resposta. Ele deu de ombros. – Fazer o que, né? Vamos lá. 


Alguém prevê que isso vai dar em treta? kkkkkkkkkkkkk 
Espero que gostem! Por favor, não deixem de comentar. 
Beijos
Ah! Votem lá na minha fic na votação da Crítica de Fanfics :) Eu estou concorrendo. 

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

2ª temporada - Capítulo 4: The visitors

-Nicky... – a voz manhosa de Miley soou pela casa. –Volta logo.
O calor de todo o meu rosto foi embora. Aposto que devo estar branco que nem um papel. Eu tentava falar alguma coisa pra dispersá-los, mas eu não tinha ideia do que falar. Um sorriso malicioso surgiu no semblante de Brian e Joe quase esbugalhou os olhos de surpresa. Quer dizer, Joseph devia achar que até hoje eu não tinha superado o meu relacionamento com a Miley depois da sua “morte”. A presença de uma “nova garota” na minha vida, ou melhor, na cama já seria um motivo de surpresa pra ele que achava que eu ainda me prendia ao passado que ficou em Los Angeles.

Estou perdido.

-Espere um instante. - eu gritei em resposta pra Miley, rezando para que ela não tenha a brilhante ideia de descer até mim ou de responder algo que faça os dois suspeitarem.
Sem saber como agir naturalmente, passei as mãos no cabelo, fingindo arrumá-lo. Eu estou encrencado. Em momento nenhum eu pensei em contar a verdade pro Brian e muito menos pro Joe, que tenho certeza que mesmo "morta", Miley estava presente na sua consciência acompanhada de um sentimento de ódio. O que eu faço? Peço pra Miley se esconder? Fugir? Ou eu mando meu irmão e meu melhor amigo para fora?
  -Pelo visto, a noite não foi boa. - frisou Brian com um sorriso orgulhoso no rosto. -Foi ótima!
 -Você não disse nada sobre as garotas daqui da Itália, Nick. - Joe disse puxando os lábios em um pequeno sorriso malicioso.
Eu dei de ombros. - Você nunca perguntou sobre elas.
- Ah, você sabe. Pensei até que você ainda não tinha superado... Ela. - que ótimo! Nem mesmo o nome da Miley Joe tem a capacidade de pronunciar de novo.
-Pois é... Eu superei. – eu disse com um sorrisinho amarelo.
-Apresenta a italianinha que te fez esquecer aquela história de vez! Aposto que é um mulherão. - Brian fez um gesto com as mãos em formato de conchas em frente ao seu peito, se referindo aos seios das mulheres italianas que ele faz questão de lembrar toda vez que o assunto é sobre mulheres. Se eu não estivesse nervoso, talvez eu tivesse rido. -Brincadeira! Mas eu quero saber quem roubou seu coração desta vez, cara.
-Ela é muito gata, mesmo. Mas não quer dizer que eu esteja namorando. A garota lá de cima é só diversão de uma noite. Nada demais.
-Não tem problema. Apresenta ela pra gente! Eu juro que vou tentar agir normalmente. – respondeu Brian animado.
-Ah, ela vai ficar com vergonha. Eu nem tinha avisado que tinha visita e além do mais, não vai cair bem eu ficar a exibindo que nem um troféu.
-Não é exibir que nem um troféu, você só vai apresentar pro seu melhor amigo e pro seu irmão, cara. Nada demais. Você nunca apresentou alguma garota que você esteja saindo desde que você se mudou! - Joe contestou.
-É verdade... Parece até que a gente não faz mais parte da sua vida. A gente não sabe quase nada sobre a sua vida nessa cidade. - comentou Brian um pouco desanimado.
Que ótimo, agora eu estou me sentindo culpado por estar me afastando do meu melhor amigo só pra esconder a verdade dele. E pior de tudo é que eu teria que enfrentar a sua reação se eu realmente jogasse limpo. Bem que eu poderia ter a opção de simplesmente sair correndo... Pena que não resolve o meu problema. Eu preciso de um tempo. Preciso parar um tempo pra pensar no que fazer.
            -Ok, ok... Vocês estão certos. Eu vou conversar com a... hum, garota, pra ver se ela não vai ficar muito constrangida em vir aqui embaixo, tudo bem? – os dois assentiram.  Na verdade, eu precisava falar com a Miley sobre isso. Quer dizer, fomos pegos totalmente de surpresa e precisamos decidir o que realmente fazer. – Se quiserem, tem comida, refrigerante e cerveja na geladeira.
            -Ok. Enquanto isso, eu vou pegando as nossas malas. – Joe disse apontando para o seu carro do lado de fora. Ótimo! Esqueci esse pequeno detalhe. Era óbvio que eles iriam se hospedar aqui se viessem me visitar! Eles já fizeram isso uma vez, mas como fomos avisados previamente, deu tempo para a Miley se esconder em um hotel até que eles fossem embora.
Puta meda, estamos ferrados.
            -Tá bom. – eu disse meio confuso enquanto eu subia as escadas rapidamente em direção ao quarto.
            Chegando ao cômodo, eu fechei a porta rapidamente e a tranquei. Miley, que ainda estava deitada na cama com uma cara de sono, me encarou confusa. Dava pra ver claramente que ela ainda não se recuperou da ressaca, pois ela não aguentava abrir totalmente os olhos por causa da luz. Pra mim, a ressaca é só mais um detalhe que eu desejava ser o maior dos meus problemas.
            -Que cara é essa, Nick? O que está acontecendo? – ela perguntou começando a se despertar mais quando percebeu que havia alguma coisa de errado.
            -Joe e Brian chegaram. – eu disparei as palavras.
            -Como assim? Na cidade? – Miley franziu a testa, enquanto se sentava sobre a cama.
            -Eles já estão aqui em casa! – eu respondi nervoso.
            -Como é que é? E eles não te avisaram? – ela levantou o tom de voz, começando a ficar igualmente nervosa.
            -Shhhhhhhh!- eu coloquei o indicador sobre os lábios. -Eles estão lá embaixo. Se continuar a falar alto desse jeito eles vão reconhecer sua voz! – eu continuei a falar baixo.
Ela abaixou a sua cabeça e levou suas mãos a testa em desespero. – E por que você não os mandou ir embora?
-Como é que eu vou mandar o meu irmão e o melhor amigo irem embora?  Eles perceberiam na hora que estava acontecendo alguma coisa estranha!
-Ok... – Miley tentou se acalmar respirando fundo. –Precisamos fazer alguma coisa. Mas o que?
-Eu estava pensando em contar a verdade de uma vez. – eu cheguei ao ponto. Não tinha outro jeito, mesmo.
-Você está louco, Nick? – ela levantou o olhar para mim novamente com os olhos arregalados. – Confiar no Joe pra guardar um segredo, ainda mais sobre mim, é suicídio!
-Miley, se você parar pra perceber não tem saída. Ou eu conto para eles, ou eles vão acabar descobrindo.
-Eu posso fugir para um hotel. Você os distrai, e eu saio, sei lá, pela janela. – ela insiste em outra coisa que não seja a verdade. E eu sabia porquê. Na verdade, assim como eu, Miley tem medo que o Joe a entregue de volta para polícia. E percebi que ela não sentia tanta  confiança no Brian como eu sentia.
-Eles já sabem que tem uma garota aqui no quarto. Eles acham que é uma moradora aqui da cidade, uma peguete nova, e eles querem conhecer. Então não teria como fingir que não tinha ninguém aqui em cima.
-Nick, tem que haver um jeito... – Miley insistiu ainda ansiosa.
Eu me sentei na cama ao seu lado. Eu puxei sua mão pra mim. – Miles... – eu a chamei, mas ela continuava pensativa, forçando a sua mente para achar alguma solução. – Olha para mim. – ela suspirou e direcionou a sua atenção para mim. – Não tem outro jeito. Vai ser melhor se contarmos do que se eles descobrirem sozinhos. O Joe... Ele pode não gostar de você, pode até reagir mal quando contarmos, mas ele não vai te entregar pra polícia.
-O que garante que ele não vai querer me ver presa de novo?
-Se te pegarem de novo, eu vou junto. Você não fugiu sozinha, lembra? Eu e Chad vamos ser considerados cúmplices. Joe não vai querer colocar o próprio irmão na cadeia. Vai dar tudo certo, ok? Confia em mim.
Ela respirou fundo e assentiu. – Eu só não quero que você fique chateado comigo se, por necessidade, eu ameaçá-los de alguma coisa, ok?
Eu ri. – Ok, desde que não machuque nenhum dos dois de verdade... Agora vai se arrumar. Vamos resolver isso logo de uma vez!  - eu dei um selinho em seus lábios.
Eu via em seus olhos que ela ainda não estava nem um pouco disposta em fazer aquilo.
-Eu ainda estou considerando fugir pela janela, caso você mude de ideia na última hora... – ela disse hesitante, mas eu a interrompi com um olhar reprovador. – Tá bom... Você venceu. – Miley disse se levantando da cama. Ela caminhou até o closet para colocar uma roupa.
-Eu vou descer na frente, ok? Acho melhor eu falar sozinho com os dois antes que eles deem de cara com você.
            -Tá. Pode indo. – ela gritou de dentro do closet.
            Eu saí do quarto e fechei a porta atrás de mim, já me preparando psicologicamente para reação de Brian e Joe. E eu sei que a reação não vai ser nada boa, mas é melhor que eles descubram sobre isso vindo da minha boca do que sozinhos. Respirei fundo e desci as escadas. As malas dos dois estavam do lado do sofá. A dupla tinha acabado de sair da cozinha. Joe estava com uma garrafa de cerveja na mão e Brian estava com duas.  Eles estavam descontraídos, animados em me ver. O meu melhor amigo estendeu uma das garrafas para mim.
            -Toma. Vai aliviar a ressaca por um tempo. – ele disse com um sorriso no rosto.
-Valeu.
Eu aceitei a oferta e abri a garrafa. Realmente eu vou precisar de mais um pouco de álcool no sangue para poder falar toda a verdade de uma vez. Antes que eu pudesse entornar um longo gole da minha bebida, Brian me interrompeu.
 – Ei, ei! Primeiro vamos fazer um brinde!
            Joe estendeu a sua garrafa. – Um brinde aos próximos dias de farra com o meu irmãozinho. – com a mão livre, ele bagunçou o meu cabelo. Ele estava claramente feliz. Joe estava feliz por achar que eu esqueci a Miley de uma vez. –Um brinde a superação de Nick!
            -Um brinde ao Nick pegador! – disse Brian risonho. – Já estava sentindo falta desse seu lado macho, cara. – ele deu uns tapinhas no meu ombro, mas eu continuei sério. Isso só está piorando a situação.
            Logo em seguida, brindamos.
            Eu tomei em um gole uma quantidade generosa de cerveja, respirei fundo e tomei coragem para acabar logo com isso. – Gente, eu preciso falar uma coisa com vocês. – eu disse sério. –Bom, faz um tempo que a gente não conversa... E eu preciso ter uma conversa séria com vocês.
            As feições dos dois perderam a leveza da animação e direcionaram total atenção para mim.
            -O que houve? – perguntou Joe preocupado.
            -É melhor vocês sentarem primeiro. – eu disse e quase imediatamente os dois se sentaram no sofá. Eu me sentei logo em seguida.
            -Fala logo o que é. Já estou ficando nervoso. – Brian me apressou.
            -Bom... Eu não sei como eu começo a falar isso para vocês dois. Vocês vão me odiar por ter escondido isso por tanto tempo. – eu comecei sem jeito. Como é que eu vou contar que a Miley estava comigo? Que na verdade ela não tinha morrido e que fazia tudo parte de um plano que eu estava participando?
            -Não precisa enrolar. Assim só piora. Chega logo ao ponto e diga de uma vez! – respondeu Joe.
            Puxei o ar com força e o soltei todo de uma vez em uma só frase. – A Miley ainda está viva.
            -O que? Eu acho que escutei errado. – Brian disse desacreditado com o que eu acabei de falar. 
            Eu olhei diretamente nos seus olhos, mostrando toda a seriedade sobre o que eu estava falando. – A Miley não está morta. E eu sabia disso o tempo todo.
            Joe soltou uma risada sem humor. – Isso é uma piada, não é?
            -Não, Joe. Eu nunca falei tão sério na minha vida.
            -Você enlouqueceu, Nick? Como é que você quer que nós acreditemos em você? Foi transmitida em todo o país a tragédia que teve no presídio da Miley. O corpo dela foi encontrado carbonizado com o colar que você deu pra ela. Ela está morta!  - Joe começou a levantar a voz. Eu sabia que ele só estava assim porque ele tinha medo de que o que eu estava falando era verdade. Ele quer que tudo o que eu tenha dito, não passasse de uma brincadeira de mal gosto. Mas não era.
            -Como você sabe que ela está viva? – perguntou Brian com um tom de voz mais baixo do que o Joe, mas dava pra perceber a sua preocupação.
            -Porque eu fugi com ela. Era tudo parte de um plano, para que ela pudesse fugir comigo.
            A partir daí, eu estava preparado para tudo. Para um escândalo por parte do Brian, um soco na cara dado pelo Joe, um interrogatório, ameaças, o caos. Mas aconteceu o pior do que eu esperava. O silêncio. Aquele silêncio esmagador e sufocante, que deixava minha mente girar em confusão. Aquele silêncio só me forçava a tentar imaginar o que se passava na cabeça dos dois, a imaginar o que seria daqui para frente. Aquilo estava me deixando aflito.
            -Por favor, falem alguma coisa!
            -O que você quer que eu fale? – respondeu o Joe. – Que eu estou orgulhoso de você em ter participado da fuga da assassina mais procurada da Europa? Por ter mentido para todos nós esse tempo todo? Que eu estou feliz pela inutilidade das noites que passei em claro preocupado como você se sentia enquanto você estava fugindo com aquela puta? Você sabe muito bem como eu devo estar me sentindo, então eu não preciso falar mais nada!
            Aquilo calou minha boca.
            -Nick... – pronunciou Brian meio atônito. – A garota lá de cima... É a...?
            -Sim, é a Miles. Ela está morando comigo aqui desde o dia que viemos para cá. – eu respondi. Pude ver que ao mesmo tempo em que eu disse isso, Joe jogou a cabeça para trás levando suas mãos à testa, tentando controlar a sua raiva.
            -Como você consegue ser tão imbecil?! – gritou Joe. - Como foi trazer aquela puta pra dentro da sua vida de novo? Você já tinha conseguido se livrar dela, colocá-la na cadeia onde é o lugar dela! Como foi fazer uma idiotice dessas Nicholas?! – Joe levantou e não conseguiu se aquietar, andando de um lado para o outro.  – Você arriscou a sua liberdade para ajudar aquela golpista a fugir. Você mentiu para nossa família e pro seu melhor amigo, por causa dela. Esqueceu o que ela fez com a nossa família? Com o nosso pai?!  Com você? Aquela vagabunda... - Interrompi com medo de que a Miley acabasse escutando aquilo tudo.
            -Já chega! – eu levantei a voz. – Primeiro, eu quero você tenha respeito com ela! Porque, aliás, ela também mora aqui. E segundo, como é que você consegue ser tão ingrato em dizer isso tudo sobre a Miley? Ela preferiu matar o próprio tio para salvar a nossa pele, para salvar a pele do nosso pai, o cara que arruinou com a vida dela.
            Enquanto eu continuava a gritar cara a cara com o meu irmão mais velho, Brian ainda se encontrava confuso demais diante da notícia tão chocante. Ele ainda estava sentado no sofá tentando absorver tudo o que acabou de escutar.
            -E você acha que isso faz dela uma boa pessoa? Aquela biscate só foi esperta, isso sim! Ela percebeu que uma hora ou outra seria pega pela polícia e apelou pro joguinho do sentimentalismo com você. – Joe sacudiu a cabeça com um sorriso irônico no rosto. – Aquela notícia da morte dela estava boa demais para ser verdade...
            -Como é que é? – eu continuei a gritar.
            -É isso mesmo que você ouviu! Se ela estivesse morta agora, tudo estaria melhor. Você não ia ser o mesmo idiota de agora, você não teria se afastado de nós por causa dela. Agora tudo faz sentido! É por causa dela – Joe apontou para o andar de cima, se referindo à Miley. – que você se esqueceu de nós, não é?
            Dessa vez eu não pude me conter. Quando me dei por mim, o meu punho já estava atingindo o rosto de Joe. O tempo que ele colocou a própria mão sobre o local atingindo, foi o suficiente para ele me lançar um olhar furioso e vir com tudo para minha direção e acertar outro soco no meu rosto. Desesperado, Brian correu até nós dois e se colocou no meio para tentar apartar a briga.
            -Seu babaca, como é que você pôde falar uma coisa dessas? – eu gritei, tentando me desvencilhar do braço de Brian que tentava me afastar do Joe.
            -Como você – Joe apontou para mim. Ele já estava vermelho de ira. – pôde fazer uma idiotice dessas?
            -Parem com isso, caras. Vocês estão vendo o que estão fazendo? Vocês estão quase se matando por causa da Miley! – Brian disse igualmente nervoso.
            -E você não acha que é o motivo suficiente? – eu perguntei para o meu amigo.
            -O Joe é seu irmão! – Brian gritou para mim como se fosse óbvio.
            -Joe é um imbecil e a Miley é a minha namorada! – eu gritei de volta.
            -A Miley é uma piranha! –Joe rebateu do outro lado de Brian, tentando inutilmente acertar mais um soco em mim, ignorando totalmente o meu melhor amigo que se colocava entre nós.
            -Mas que merda que está acontecendo aqui? – eu ouvi a voz feminina soar firme.
Eu me virei e vi Miley descendo correndo as escadas. O Joe parou naquele momento de resistir ao Brian, já o meu amigo paralisou na mesma hora. Pude sentir todos os seus músculos endurecerem.
-Que gritaria é essa? – perguntou a Miley preocupada. – O que está acontecendo?
Eu me recompus e me afastei de Joe e Brian. – Nada, só aquilo que você já esperava.
-Olha só se não é a rainha do caos. Ainda não cansou de destruir a família, não? – Joe se pronunciou amargo.
-Feliz em me rever, Joe? – ela disse com um sorriso sarcástico no rosto, quando percebeu que Joe a fuzilava com o olhar. Miley, isso não é hora para provocações!
            -Transbordando em felicidade. – respondeu ele no mesmo tom. – Já deveria saber que vaso ruim não quebra, não é?
            -Exatamente. – rebateu Miley, enquanto cruzava os braços a um metro de distância do meu irmão.
            -Por que você não me disse isso antes? – perguntou Brian, direcionando o seu olhar de decepção para mim. – Por que você teve que me contar só agora? 
            -Brian, é complicado...
            -Complicado é tentar entender como você ainda diz que me considera seu melhor amigo. – ele cuspiu as palavras. Nos seus olhos era possível perceber a amargura refletida. – Eu sempre o último a saber de tudo. Desde o ano passado, quando tudo começou, você escondeu todas as coisas que estavam acontecendo de mim. – ele balançou a cabeça. – Parece que nós somos completos desconhecidos agora. – ele disse decepcionado.
            -Eu não quis contar nada para não te envolver em coisa que não deve... Eu nunca perdi a confiança em você, cara. – eu respondi, já sentindo o peso na consciência me esmagando. – Não diga uma besteira dessas.
            -Besteira? – Joe repetiu a palavra com sarcasmo. – Eu não sei se você ainda não notou, mas desde que essa vagabunda chegou na sua vida, – ele apontou para Miley – você nunca mais foi o mesmo. Nem comigo, nem com Brian e nem com ninguém! Você está completamente mudado. A Miley fez sua cabeça pra se afastar de todos por ela.
            -Joe está certo. Desde que você entrou na vida dele, tudo o que você fez foi usá-lo e manipulá-lo. Por que seria diferente agora?  - Brian disse. Até ele? 
            -Parem com isso! Eu nunca influenciei o Nick para parar de falar com vocês. – Miley se defendeu. – Eu sei que é meio inútil falar isso para vocês, mas eu amo de verdade o Nicholas e dessa vez eu não estou de má intenção nenhuma com ele.
            -Isso mesmo. – eu reafirmei. – E para sua informação, o plano de fuga quem quis primeiramente fui eu e melhor amigo dela. Miley não pediu em nenhum momento para ajudá-la a fugir da cadeia.
            -Eu não quero saber quem teve a ideia, Nicholas. O problema foi que você a ajudou do mesmo jeito, em nenhum momento você pensou em contar para a gente e ainda nos enganou esse tempo todo.   – Joe respondeu cruzando os braços.
            -Eu não sei por que você está tão interessado em se fazer de vítima agora. – murmurou Miley, revirando os olhos. – “Fui enganado”, “sou injustiçado”, “eu sou seu irmão querido e ela é a vigarista”. Você acha que Nick esqueceu do tipinho que o irmão dele é?
            -Tipinho por quê? Porque você foi fácil o suficiente para conseguir o que queria? Porque eu te comi? Se eu for um “tipinho” por causa disso, nós dois estão quites, não acha? – Joe disse transbordando veneno em suas palavras.
Aquilo me deixou irado, ele estava ultrapassando todos os limites. Ele queria humilhar a Miley na minha frente. Minha raiva já estava fazendo que as minhas veias pulsassem forte e trouxe a minha vontade de dar mais outro soco bem dado no meio do seu nariz, mas eu fechei minhas mãos em punho fortemente e as mantive do lado do meu corpo. Se controle, Nick!
            -Olha como você fala comigo, seu babaca! – Miley gritou apontando o dedo na direção dele.
                -Eu não sabia que tinha um modo certo para tratar vagabundas agora, porque você não passa de uma. Quem dá por dinheiro não é nada mais, nada menos do que uma prostituta. Por acaso estou errado?
                -BASTA! – minha voz ecoou por toda a casa. - Já chega! Eu não quero você mais aqui humilhando a minha namorada. – eu caminhei até a porta e abri. – Vai embora.
                -Você está me expulsando por causa dela? – Joe perguntou inacreditado.
                -Estou. – respondi firme. – Anda! Pega as suas coisas dá o fora daqui.
                Joe não hesitou em fazer o que eu pedi.  Pegou a sua mala e passou direito pela Miley sem direcionar nem um vacilo de olhar para ela. Antes que ele passasse pela porta e parou a poucos centímetros de mim e fitou diretamente nos olhos.
                -Nunca mais me procure. Quando ela te der o pé na bunda e você ficar na merda, por favor, esqueça que eu existo. Desconsidere tudo o que passamos juntos e me esqueça de vez. – dessa vez ele não gritou. Pelo contrário. Por causa da distancia entre nós, foi o suficiente ele falar em voz baixa.
                -Me esquecer de você não vai ser um esforço muito grande. Pelo contrário, vai ser um alívio.  – eu respondi no mesmo tom de voz, antes dele passar por mim e atravessar a porta.
                Brian pegou a sua mala e também seguiu o mesmo caminho de Joe. Eu estava me sentindo péssimo por ele. Eu nunca queria que ele pensasse que eu não confiava nele. Ele é meu melhor amigo desde sempre... Será mesmo que eu me afastei tanto assim?
                Antes que ele fosse embora, eu segurei o seu braço. – Ei, espera... Eu mandei o Joe embora, aquilo não foi pra você.
                Ele puxou o seu braço pra si carregando um semblante com misto de raiva e tristeza. – Eu quero ir embora. – ele respondeu sério. E só. Essa frase seca foi a única coisa que ele disse antes de sair da minha casa e entrar no carro.
                Eu senti os braços da Miley me abraçarem por trás e ela apoiar o seu queixo em meu ombro, enquanto eu observava o meu irmão e meu melhor amigo, ex melhor amigo pelo jeito, irem embora numa arrancada de carro. Esses segundos foram suficientes para o calor da ira se dissipar e eu conseguir recapitular tudo o que aconteceu há alguns minutos atrás. Eu fiz a coisa certa em defender a Miley. É claro que eu fiz! Então por que eu sinto tão mal? Então por que eu sinto como se tivesse uma caixa de chumbo pesando em meu peito?

                Miley beijou a minha bochecha carinhosamente. – Eles só estão de cabeça quente. Vai dar tudo certo, não se preocupe. 

Selo (da Crítica de Fanfics)

Obrigada ao pessoal da Crítica de Fanfics que repassou o selo :D <3

Regras:
Escrever 11 coisas sobre seu blog;
Responder as 11 perguntas feitas pelo blog que te indicou;
Indicar 11 blogs com menos de 200 seguidores;
Fazer 11 perguntas para quem indicarei.

1- Qual é o maior problema ao escrever um capítulo?
R: O maior problema é colocar todas as suas ideias que estão totalmente embaralhadas na cabeça em palavras. Às vezes eu sei tudinho o que vai acontecer, já imaginei cada cena, mas na hora de escrever não flui com tanta facilidade assim.

2- Como escolhe o nome de um blog?

R: Pelo nome da fic, mesmo. 

3- Acha que o visual do blog é importante?

R: Claro que sim! Não é essencial, óbviamente, mas é um convite aos olhos dos leitores. Um bom visual já agrada o leitor antes de começar a ler a história. Então é importante.

4- É mais fácil escrever a sinopse ou descrever personagens?

R: Descrever personagens, com toda a certeza! Sou péssima em escrever sinopses. kkkkkkkk

5- Qual é a personagem que mais gosta na sua fanfic/história?

R: Cada hora é uma personagem diferente hahaha Depende muito de como as minhas ideias estão fluindo e para qual personagem elas estão focando... No momento, eu estou com uma nova obsessão: o Brian kkkkkkk Ele não aparece muito na fic (por enquanto. Eu pretendo focar um pouquinho nele, também.) Ele é fofo e bem humorado... Enfim, mas no geral mesmo, eu prefiro a Miley. Ela tem personalidade forte. Gosto de protagonistas assim.

6- Prefere vilões ou heróis?
R: Depende do vilão, depende do herói kkkkkkkk Têm vilões que te irritam e heróis fodas, mas tem vilões que te cativam e heróis meio "nhé" kkkkkk Então depende muito.

7- Se escrever uma fanfic e ter uma personagem que mais gosta, consegue colocá-la em situações difíceis? 
Consegue transformá-la numa vilã?
R: Consigo. Acho essa parte mais interessante de escrever, quando os personagens que você gosta estão em situações difícieis e tals... Não só consigo, como já fiz kkkkkk Por um tempo na fic a Miley foi a principal vilã. 

8- Qual é a maior dificuldade ao escrever uma história?
R: Conseguir organizar e digitar todas as ideias que eu tenho em mente.

9- O que é mais desanimador: Não ter comentários no blog ou achar que a sua história não é boa?

R: Acho que uma coisa leva a outra. Quando tem pouco comentários, eu acabo pensando que as pessoas não estão gostado e começo a pensar se a história está realmente boa ou não. E isso acaba desanimando. Por mais que a gente saiba que tem alguém lendo, é essencial comentar.

10- Existe alguma personagem que menos goste na sua história/fanfic?

R: Hum... Tem algumas... Acho que Paul e o Steve. São dois caras que visam muito o poder acima de tudo.

11- O que acha das adaptações de livros? Está de acordo ou acha que o/a escritor/a não tem imaginação?

R: Não tenho nada contra, mas eu prefiro histórias originais.

Vou repassar para os seguintes blogs:
- Paradise Fic's .
- Give me love .
Eu amo a Miley Cyrus
Crazy Kinda Crush On You
My Heart Beats For Love
Your biggest fan
Warrior's
Wish I may Wish I might
Staying Strong
 Light Me Fic's
É complicado de entender


Bom, como eu não to com criatividade com as perguntas, as perguntas para os blogs repassados vão ser as mesmas que eu recebi :) kkkkkk


I'M BACK BITCHEEEEEEEES :D

Oi? Tem alguém aí que ainda lê esse blog?


Como vão vocês? :)
Eu sei, eu sei. Demorei de novo. Mas dessa vez foi um grande motivo: vestibular. Eu fiquei alguns meses sem escrever para poder me dedicar ao Enem e à escola, e olha que mesmo abrindo mão de um bando de coisa nesse tempo eu ainda ficava que nem uma doida porque não sobrava tempo para nadinha kkkkkkk
Graças a Deus, eu já fiz o Enem e to livre! \o/          (pelo menos até ver o resultado, né? kkkkk deixa baixo)

Anyways, eu já estou com um capítulo prontinho para postar. Eu gostaria de saber se ainda tem um sinal de vida nesse blog, porque eu sei que sumi por um tempão...

Bom, pra  você que é leitora e ainda não desistiu de ler Thief of Hearts, hoje a noite eu vou postar o Capítulo 4 :)

Não não me abandonem, por favor.

Beijos

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

One shot - Cena excluída de Thief of Hearts (1ª temporada)

Oi genteeeee! :D Olha, eu to morrendo de preguiça de explicar a minha demora. Outro dia eu faço um post explicando direito (mas acho que todo mundo já deve saber o porque). Enfim, eu decidi postar essa cena excluída graças aos pedidos das meninas do grupo de Niley shippers para eu fazer uma one shot. Bom, aqui está :) Espero que gostem!!
Beijos

Já havia passado algumas horas depois do jatinho ter decolado. A adrenalina finalmente me deu uma trégua. Confesso que mesmo ao caminho do aeroporto eu estava num estado de nervos. Conseguimos um jeito de chegar ao jatinho sem ter que mostrar documentos e consequentemente sem a Miley ser reconhecida. Por vários lados do aeroporto tinham televisões transmitindo a cobertura da tragédia no presídio feminino. Qualquer um que estivesse assistindo aquela cobertura poderia ter reconhecido a Miley através daquela peruca loira. Apesar de todas as dificuldades e das probabilidades de dar tudo errado, tudo deu certo.
                Olhei para o meu lado e encarei uma Miley sorridente. Eu tirei a peruca da sua cabeça, deixando os seus cabelos castanhos caírem em cascatas sobre os ombros.
                -Aqui você não precisa mais se esconder.  – eu disse, deixando a peruca de lado.
                -Eu tinha até esquecido. – ela riu. – Eu ainda não paro de pensar que conseguimos escapar.
                -É claro, estamos falando do Nick Jonas burlando a lei. Comigo nada dá errado. – eu cruzei os braços atrás da minha nuca com um sorriso convencido.
                -Ah, esqueci que todo Jonas é um metido. – ela rolou os olhos em brincadeira. – Acho melhor você voltar pros Estados Unidos, porque esse ego todo não vai caber numa cidadezinha italiana.
                -E largar você aqui? – eu sussurrei rente ao seu ouvido. –Nunca!
                Ela virou para mim encarando diretamente os meus olhos com aqueles globos azuis que me tiram do sério.  
                -Nem um pouquinho? – ela perguntou no mesmo tom de voz do que eu, aproximando sua boca da minha.
                -Nem por um segundo. – eu respondi antes das nossas bocas se tocarem.
                Nossos lábios se encaixaram lentamente. Eu senti a maciez da sua boca suguei o seu lábio inferior. Ela fez o mesmo com levemente com o meu lábio superior. Me senti entorpecido quando nossos lábios se abriram e as línguas se tocaram. Meus dedos se perderam em seus cabelos e seguraram a sua nuca para perto de mim. A falta que eu sentia em ter a Miley para mim era absurda. A todo segundo eu queria sua boca na minha, queria sua voz melodiosa soar perto do meu ouvido, seu corpo pequeno nu colado no meu, queria fazê-la gozar até chegar à exaustão.
                Os meus pensamentos se refletiram no aperto que eu dei em seu seio. Ela gemeu baixinho para a aeromoça, que estava um pouco mais atrás das nossas poltronas, não ouvir. Sua mão foi descendo lentamente pela minha barriga por cima do pano da minha camisa, até chegar entre minhas pernas. Nossas bocas se afastaram e eu pude ver um sorrisinho mal intencionado da Miley quando sentiu meu pau endurecer dentro da minha cueca. Estava pulsando por ela. Eu tava louco pra agarrá-la ali, arrancar a sua roupa e fazê-la cavalgar sobre mim naquela poltrona, mesmo.
                -Eu quero ter você agora. Bem aqui. – eu sussurrei pra ela. – Mas acho que a aeromoça lá atrás não vai aceitar ser nossa plateia.
                -Foi o que eu pensei. – ela beijou minha nuca, deixando um rastro molhado e quente. – Bom, acho que o banheiro está livre. – ela deixou me levantou as sobrancelhas em expectativa.
                Eu abri um sorriso safado, que não precisou nem mesmo de uma resposta. Eu levantei primeiro e deixei que ela passasse na minha frente para disfarçar a minha ereção.  A aeromoça mostrou um simpático sorriso, com um leve tom de malícia, para nós dois e respondemos da mesma forma só para disfarçar. Já era meio óbvio o que um casal faria trancado num banheiro de avião, não é? Mas quem liga? Não estamos nem aí para essa mulher. Nós só queremos matar a saudade de vez. Nem que seja dentro de um jatinho!
                Miley entrou no banheiro de luxo e eu entrei logo depois. Ela trancou a porta rapidamente e jogou os seus braços sobre mim. Sua boca grudou de volta na minha, como se me beijar e respirar fossem duas coisas com o mesmo nível de urgência.  Eu envolvi sua cintura pequena com os meus braços e a levantei. Miley aproveitou o impulso e entrelaçou suas pernas em meu quadril. Eu a pressionei contra a parede do banheiro e empurrei minha ereção para ela sentir o quanto eu estava duro.
                Miley suspirou e começou a rebolar contra meu quadril. – Senti tanto a sua falta, Nicky. – ela disse numa voz arrastada. – Você não sabe o quanto eu quis estar assim com você. Passei todos os dias naquele lugar imaginando nós dois juntos de novo, lembrando como era bom ficar com você, como era bom ter você dentro de mim.  – ela estava ofegante, assim como eu. Aquilo só me fez ficar cada vez mais excitado.
                -O que mais você imaginava sobre mim lá na cadeia, encrenqueira? – eu disse tirando a sua blusa.
                -Eu imaginava você me fodendo de todas as formas e situações possíveis. E eu ainda quero por tudo em prática. – essa frase fez que a pulsação em meu pau só ficasse mais forte. -Eu me imaginava te fazendo gozar tanto que até os seus músculos terem pequenos espasmos... Lembra disso? – ela perguntou sorrindo enquanto jogava a minha camisa no chão depois de tirá-la. Eu não pude evitar que um sorriso escapasse. Isso aconteceu na noite em que eu fugi dos sequestradores. Nos hospedamos em um modesto motel e acabamos não resistindo. Transamos tantas vezes que no final da noite meus músculos tiveram pequenos espasmos, mas nada muito desagradável. Pelo contrário. Foi a melhor exaustão que já senti.
                -É claro que eu lembro. Como eu poderia esquecer? – eu levei Miley em direção a pia e a deixei sentada na bancada. Eu ajudei a tirar sua calça jeans, deixando Miley apenas de lingerie. Logo depois, ela tirou o seu sutiã e o jogou longe. Agora com o seus seios macios e empinados a mostra, eu os cobri de beijos molhados, o que fez a Miley começar a gemer baixo e apertar os meus ombros.
                Eu me afastei dela e a Miley protestou com um gemido de birra, mas ela logo depois se deu por satisfeita quando me viu começar a tirar a calça. Quando ela viu a ereção sob a minha boxer branca, instintivamente abriu suas pernas e projetou o seu quadril mais para frente. Sua calcinha azul clara já estava começando a ficar molhada. Eu fiz questão de apreciar cada detalhe de seu corpo. Nossa, como a minha namorada é gostosa!
                -O que você quer? – eu perguntei já sabendo a resposta. – Isso aqui? – eu apertei meu pau na sua frente. Miley mordeu forte o seu lábio inferior e assentiu.
                -Eu quero o seu pau em mim, Nicholas. Agora. – ela disse autoritária.
                -E se eu não quiser agora? – e a provoquei.
                -Você não quer? – ela perguntou num tom desafiador, enquanto puxava sua calcinha para o lado. Então para me tirar do sério, começou a se acariciar com a ponta dos dedos bem na minha frente. Eu suguei o ar ao ouvir seu gemido. Ela fechou os olhos e começou a gemer com rastros de um sorriso maldoso nos lábios.
                -Puta merda, Miles! – eu murmurei.
                Antes que ela pudesse me torturar ainda mais eu a segurei pelo pulso, impedindo que seus dedinhos safados acariciassem a sua intimidade. Ela levou os dedos molhados até minha boca e eu os chupei, sentindo o gosto do seu sexo. Ela me apreciava com desejo, enquanto eu a provocava.
                -Você ainda não quer? – ela sussurrou.
                -Eu só não quero, como eu preciso estar em você. – eu disse agora distribuindo beijos pela sua barriga, descendo até a sua intimidade.
                Eu puxei as alças da sua calcinha. Ela levantou o quadril para me ajudar a tirar a sua ultima peça. Afastei bem a suas coxas e beijei o interior das duas, até meus beijos chegarem no seu sexo quente e molhado. Então comecei a sugar e lamber o seu clitóris, a fazendo gemer alto. Miles começou a puxar o meu cabelo de tanto prazer que sentia. Eu a penetrei com a língua e comecei a mover dentro dela.  Quando seus gemidos começaram a ficar mais frequentes e altos, eu percebi que ela chegaria ao ápice. Mas eu pressionei seu clitóris antes que seu orgasmo chegasse. Aos poucos, uma ofegante Miley começou a se acalmar.
                Eu me levantei para ficar na sua altura. Minha encrenqueira me puxou pela nuca e me beijou. Nos beijamos profunda e urgentemente, enquanto Miles empurrava minha cueca para baixo até eu ficar completamente sem nada. Nossas bocas se afastaram e ela começou a morder meu pescoço. Levantei levemente os seus joelhos para se posicionar melhor e dei a primeira investida.  Seu corpo tremeu na mesma hora.
                -Ah, Nick! – ela gemeu no meu ouvido. Jurava que estava sendo levado para um outro mundo com tudo isso. Como senti falta desse paraíso! Como resposta, eu penetrei mais vezes naquele sexo deliciosamente molhado. – Mais forte, meu gostoso. Vai mais forte!
                -Como você quiser. – eu sussurrei no seu ouvido, também. Eu suguei sua orelha e investi tão forte que a Miley teve que morder meu ombro para não gritar. Mas foi em vão. O seu gemido já era alto o suficiente para ouvirem do lado de fora.
                Ela envolveu suas pernas em meu quadril para juntar ainda mais nossos corpos e começou a se movimentar junto comigo. Quanto mais Miley gemia, mais fundo eu penetrava. Enquanto nos movíamos pro clímax, eu aproximei novamente minha boca da sua e puxei seu lábio inferior com os dentes.  Eu apertei suas coxas quando senti que estava chegando cada vez mais perto. As investidas foram ganhando velocidade junto com os gemidos da minha Miles. Cada vez mais rápido, mais rápido, e mais rápido... Então finalmente tivemos o orgasmo.
                O avião começou a se inclinar e a Miley quase perdeu o equilíbrio e caiu da bancada, mas eu a segurei antes. Eu a puxei para perto de mim e ela me abraçou ainda rindo do susto que levou. Eu beijei sua testa.
                -Acho melhor a gente se arrumar logo, porque alguma coisa me diz que já estamos na Itália. – eu brinquei e Miley sorriu.
                Miley Narrando
                Logo depois de sairmos do jatinho, Nick fez questão de comprar todo o tipo de coisa que eu precisasse nas lojas mais próximas do aeroporto. Ele disse que a casa de praia vai ser minha casa, também e que tem que ter tudo o que eu preciso, principalmente no seu dia de estreia. Foi muito fofo da sua parte, mas desde que eu botei os pés naquele aeroporto eu tava louca para conhecer a nossa nova casa. Para mim, o resto tinha que resolver depois!
                Nick estacionou o carro em frente a uma grande e charmosa casa em frente à praia. Era enorme e simplesmente linda.
                -Essa é a nossa casa? – eu perguntei entusiasmada e desacreditada que eu viveria todos os dias naquele pedacinho de paraíso. Saí rapidamente do carro para entrar logo naquele lugar.
                -É essa mesma. – Nick respondeu feliz.
                Eu parei de andar e olhei para aquilo tudo. Eu mordi o lábio inferior. Aquele era o lar do meu recomeço. Era o meu novo lar.
                -Faz muito tempo que eu não tive um lugar especial pra chamar de lar. De verdade. – eu disse mais comigo mesma.
                Eu senti os braços fortes de Nick me abraçar por trás de me dar um beijo carinhoso na bochecha. – A gente vai ser muito feliz aqui, amor...Confia em mim!
                Depois de um tempo admirando a bela construção renomeada no nome do Nick. Me veio um lembrete.
                -Hey!  Nem acredito que nós vamos morar juntos! – eu me animei. – Esse casarão só para nós dois em frente à praia? Fala sério! Preciso fugir da cadeia mais vezes!
                Nick começou a rir. – Não faz isso comigo. Uma vez já foi o suficiente pra eu quase enfartar! E além do mais, graças à aqueles dias na cadeia, eu ainda to com uma vontade louca de realizar todas imaginações dessa cabecinha suja. – ele me pegou no colo. Dei um grito de susto e comecei a rir. Ele me colocou sobre o seu ombro e me segurou pelas pernas.
                -Já? Não basta o showzinho que a aeromoça ouviu e agora quer que os vizinhos ouçam logo na nossa chegada?

                -É bom para eles já acostumarem, porque vai ser assim todo dia! – ele adentrou a nova casa me carregando, enquanto eu ainda ria à toa.