Heey! :D
Amoress, vim aqui avisar que eu comecei um novo projeto em parceria com a Amy Jonas, a mesma autora que escreve Eu odeio/amo Miley Cyrus. A fanfic se chama Full Circle e tem um tema hollywoodiano, tipo O namorado de uma estrela, mas é mais baseado na Miley e no Nick da vida real :) É uma comédia romântica.
Estou bem animada pra saber o que vocês acharam!
O link do blog é esse: http://fullcircle-niley.blogspot.com.br/
Sigam por lá para receberem atualizações da fic e não deixem de comentar, porque é super importante pra mim!
Beijunda <3
quarta-feira, 26 de agosto de 2015
terça-feira, 18 de agosto de 2015
2ª temporada - Capítulo 10: Stalker
Miley
Narrando
Selena me encarava com um misto de raiva e surpresa, já o Nick ainda
parecia completamente perdido com toda aquela situação. Continuei firme na
minha postura em defensiva. Encarei a morena com a mesma intensidade de ira.
-Miley me explica qual é o motivo... – Nick gesticulou com as mãos, se
referindo à bagunça. - ...disso?
-Eu vim procurar o meu celular. Eu quero ele de volta. – eu respondi num
tom de obviedade.
-Por acaso você é louca? Você precisa tratar esse seu ciúme doentio que
tem pelo Nicholas! – a voz da Selena era cheia de indignação e os seus olhos
sínicos me fitavam como se eu realmente fosse uma louca. – Você sempre me
tratou mal, mas de uns dias pra cá isso tem beirado ao absurdo. Primeiro me
veio com uma conversa maluca no bar para eu me manter longe do Nick porque você
é perigosa. Sinceramente, eu pensei que fosse só um papo de bêbado, mas depois
de você vir invadir a minha casa desse jeito, eu não duvido mais de nada!
-Espera. – Nick se pronunciou antes que eu retrucasse. – Você quer dizer
que a Miley, naquele dia que ela estava bêbada, te ameaçou?
Por alguns segundos nós três mantivemos silêncio, trocando olhares de
estranheza diante da descoberta.
-Sim! – ela respondeu sem tirar os olhos cautelosos de mim. – De uma
maneira meio confusa, por causa da embriaguês, mas claramente me ameaçou.
Com a observação da Selena, minha memória foi resgatando fragmentos de
lembranças no meu inconsciente. Principalmente da discussão.
“Não se meta comigo, ouviu bem? Você não faz ideia do que eu sou capaz.
Eu sou muito perigosa” Foi uma das besteiras que eu disse naquele dia. Obviamente eu só falei
aquelas coisas porque eu estava bem longe da sobriedade.
Então, como um flash, a uma frase do SMS misterioso atingiu o meu raciocínio.
"Nós sabemos muito bem que a Miley não se dá muito bem com a
polícia."
A ira explodiu em meu peito e subiu para minha cabeça. Era ela! Selena
se aproveitou da minha ameaça para usá-la de informação pro seu terrorismo
idiota! Antes que Nick pudesse dizer algo que tentasse, em vão, apaziguar a nossa
situação, meu corpo se chocou contra o dela, num ataque de raiva. Selena soltou
um grito de susto um pouco antes de perder o equilíbrio e cair no chão junto
comigo. Nick berrou meu nome em reprovação e perplexidade com a minha reação.
Mas eu não estava nem aí. Eu estava focada em deixar marcas vermelhas por todo
aquele rostinho cínico da Gomez.
-Me solta, sua louca! Socorro, Nick!- ela gritava assustada.
-Sua sonsa! - minha mão desceu pesada sobre a pele do seu rosto. Ela em
defesa tentou segurar minhas mãos, mas eu paralizei seus braços por debaixo com
minhas pernas. Continuei dando vários tapas em seu rosto, enquanto sentia os
braços fortes do Nick tentando me puxar pra longe dela. Minhas unhas acabaram
arranhando o seu rosto, quando Nick conseguiu me tirar de cima da Selena e eu
tentei em vão segurar de seus cabelos.
Nicholas me
colocou em pé em sua frente, fazendo questão de ficar entre mim e sua amiguinha
nojenta.
-Saia da minha frente, Nicholas!
-Você não vai fazer mais nada! - ele me respondeu autoritário. Sua voz
estava não estava tão alterada quanto a minha, mas era firme o suficiente para
mostrar quão irritado estava comigo. Eu não acredito que ele ainda está a
defendendo!
Eu o ignorei, quando eu vi a Selena se levantando descabelada por trás
dele.
-Já chega! Eu vou chamar a polícia. - ela resmungou, me fuzilando com
olhar.
-Você não vai chamar coisa nenhuma! - eu tentei avançar mais uma vez pra
cima dela, mas Nick se meteu na minha frente, colocando o seu braço na minha
frente. Consegui me desviar do meu namorado e quando minhas mãos alcançaram
Selena de novo, Nick perdeu paciência e me empurrou com força. Eu perdi o
equilíbrio e caí no chão.
Não era apenas dela que eu estava com raiva agora. Eu fitei os seus
olhos escuros com uma seriedade flamejante. Nick desviou do olhar poucos
segundos depois, pedindo para que a Selena não chamasse a polícia. Que a
polícia se exploda! Tudo o que importava agora era ele. O imbecil do Jonas
defendendo aquela patricinha doente que nos chantageou por SMS.
-Chega de escândalo por hoje. De jeito nenhum a gente pode deixar a
policia se meter nisso. - ele estendeu sua mão pra mim, me oferecendo ajuda
para levantar. Eu o empurrei pra longe de mim e me levantei sozinha.
"Vá à merda, Nicholas", era o que eu mais queria dizer. Mas
deixei o silêncio responder por si só. Peguei minhas coisas e dei o fora dali.
Nicholas
Narrando
Seus olhos azuis quase me perfuravam
de raiva. Eu não queria ser bruto com ela, mas se eu não fizesse, o estrago
seria ainda maior. Miley não estava se importando com o estrago. Ainda mais
agora que eu me posicionei a favor da Selena. Eu queria pedir desculpas à ela,
mas estávamos agitados demais pra isso agora. Primeiro de tudo, eu preciso
desarmar toda essa confusão antes que a polícia ou a família da Selena se
envolva nisso.
-Chega de escândalo por hoje. De
jeito nenhum a gente pode deixar a policia se meter nisso. - eu disse
estendendo mão na direção da Miley, oferecendo ajuda para levantar. Mas ela
preferiu me empurrar, querendo deixar bem claro que não vai me querer ver nem
pintado de ouro agora na sua frente. Às vezes nem parece que ela é mais velha
do que eu. Tão teimosa e infantil!
Miley se levantou sozinha pegou sua bolsa e saiu do quarto sem nem mesmo
me lançar uma rápida olhadela. Eu sabia que ela devia estar magoada comigo, e
senti um pouco de culpa. Mas eu precisava ser firme. Pelo bem de nós dois. Ouvi
seus passos rápidos pela escada e logo depois bateu a porta de entrada com
força. Eu e Selena levamos um pequeno susto com o estrondo da porta.
Selena também não parecia estar nada bem. E com razão. O seu quarto
estava uma zona, acabou de apanhar da minha namorada e deveria estar indignada
com a perseguição que a Miley estava fazendo com ela. Ela estava de braços
cruzados e olhando pra mim, esperando que eu falasse alguma coisa. Eu respirei
fundo tentando procurar alguma coisa de útil para melhorar toda essa situação,
mas estava difícil.
-Me dê pelo menos um motivo para eu não ligar para polícia depois de
todo esse escândalo. - nunca ouvi a voz da Selena, que geralmente era sempre
muito doce, ríspida do jeito que ela falou comigo.
-Ela só está de tpm? - joguei uma piadinha pra tentar quebrar o gelo,
mas não funcionou.
-Eu estou falando sério, Nick. Muito sério! Qual é a explicação que eu
vou dar pros meus pais pra isso? - Selena apontou para bagunça que estava o seu
quarto. - Como eu vou poder dormir tranquila sabendo que sua namorada maluca
invadiu a minha casa para revistar minhas coisas sem motivo nenhum? E ainda me
agrediu!
-Tudo bem, ela exagerou. Exagerou muito! Mas ela está assim porque está
muito nervosa com tudo o que aconteceu. Naquela noite do bar, alguém a dopou e
roubou o seu celular. E ainda tiveram coragem de nos mandar mensagens de mau
gosto. A gente não faz ideia do motivo que fizeram isso e… Enfim.- Eu a segurei
pelos ombros amigavelmente. - Dê uma chance pra ela, ou melhor, dê uma chance
pra mim. Ela só está um pouco confusa e está tentando achar o responsável por
isso de qualquer jeito. Eu prometo que eu vou conversar com ela. Por favor, não
chama a polícia. Se ela se encrencar com a polícia, talvez ela possa ser até
exonerada daqui. E eu não vou aguentar ficar longe dela.
Selena me olhava nos olhos durante cada palavra que eu dizia. - Miley
não te merece, sabia? - será que ela não vai ceder? - Mas eu vou fazer isso por
você.
-Obrigado, Sel. - eu abracei e ela retribuiu o abraço. Quando nos
separamos eu olhei ao redor e suspirei. - Bom, acho melhor eu te ajudar logo
nessa bagunça antes que alguém chegue e veja.
-Não precisa, Nick…
-Precisa, sim. Foi minha namorada que fez isso tudo aqui e é o mínimo
que eu tenho que fazer. - eu disse já colocando as mãos à obra.
Selena agradeceu e logo estava ao meu lado me guiando na arrumação.
Brian Narrando
O toque do meu celular me acordou do cochilo que eu tirava na
estiradeira. Eu devo ter dormido por bastante tempo, pois já era tardinha e
estava começando a escurecer. Estiquei meu braço para alcançar o celular
barulhento e atendi.
-Alô?
-Hello darling! - sua voz e seu jeitinho engraçado de falar no telefone
me fez abrir um sorriso quase que instantaneamente. - Está com uma vozinha de
sono, por acaso de te acordei? Achei que estava de tarde por aí.
-Chris! - eu me ajeitei na estiradeira. - Já está de tardinha por aqui.
Eu que tirei um cochilo preguiçoso, mesmo. Qual é a honra da sua ligação,
miss California?
-Eu só queria saber se está tudo bem com você. A última vez que ligou,
você parecia estar bem bêbado...
-Ah, estou bem. Valeu pela preocupação. Só estou meio sem graça agora
por me lembrar do vexame de quando eu te liguei. Eu falei muita besteira pra
você? Se sim, me desculpa. Desculpa mesmo! Eu costumo ser um imbecil quando
encho a cara. - ela soltou uma risada gostosa do outro lado da linha.
-Fica tranquilo… Você não disse nada
demais. O Nick não deixou.
-Preciso agradecer o Nick por isso.
-Então, tem alguma novidade daí da
Itália?
-Não… Nada muito importante… - Bom,
eu só descobri que a Miley está viva e toda aquela história de morte foi
arquitetada pelo Nick e por um cara para ajudar numa fuga da prisão que eu só
achei que aconteceria em filmes. Ah é, Miley e Nick estão juntos até hoje e ela
está morando aqui com ele desde o dia da sua “morte”. Estamos todos muito bem,
nada de muito importante aconteceu, mesmo… - Nick está indo bem na
faculdade. Eu e Joe conhecemos alguns amigos dele. São bem legais.
-Queria tanto rever o Nick… É uma
pena que não pude ir com vocês. - Ainda bem que não veio! Chris enfartaria se
soubesse da verdade. -Mas não tem problema, porque em breve o Nick vai ter que
vir para Los Angeles, por livre e espontânea obrigação, para festa que eu estou
planejando!
-Festa? Que festa?
-Aniversário de casamento! Vai ser
fabuloso, Brian. O Paul ia adorar a surpresa se o Nick viesse.
-Mas vocês não estavam brigados?
Como você está tão animada para o aniversário?
-Nós fizemos as pazes. Paul me deu
um colar lindo de pedido de desculpas. – Quem o Paul pensa que é para tentar
comprá-la com joias toda a vez que a magoa? – eu sei que falando assim parece
meio insensível da parte dele, mas... Uma hora faríamos as pazes de qualquer
jeito, não é?
-Você não deveria facilitar tanto as
coisas pra ele, Chris. Ele tem que te dar valor de verdade. Você vale muito
mais do que uma joia e sabe disso.
-Own, Brian... Você é um amor!
Obrigada por se importar comigo, mas fique tranquilo que eu me entendo com
aquele brutamontes.
Eu ri um pouco sem vontade para disfarçar
a tensão. Queria estar no lugar dele. Eu queria receber uma surpresa dela. Eu
queria ser o seu homem. Ela nunca se magoaria se fosse minha. Mas ela não é
minha. Não é e nunca vai ser.
-Brian?
Você está aí, fofinho? – ela me acordou dos devaneios. Eu sorri verdadeiramente
com o apelido.
-O fofinho está aqui, sim. – ela
riu.
-Então, você pode avisar ao Nick
sobre o meu plano sobre a festa?
-Aviso, sim.
-E quero que você esteja presente,
claro. Ai de você se faltar! – ela disse mandona. Fechei os olhos e suspirei. Vou
ter que aturar uma comemoração de casamento da Chris com o Jonas, com toda
aquela imagem e ostentação. Provavelmente vai ser infernal, mas é impossível
dizer não pra ela.
-É claro que eu vou estar lá. Já vou
avisando que se a festa ficar muito chata e eu beber um pouco depois, eu não
vou me responsabilizar pelos meus atos.
-Tudo bem, eu não me importo! Quero
você, o Nick e Joe por lá!
-Pode ficar tranquila.
-Sabe, eu estava pensando em fazer
um dia desses uma visita surpresa pro Nick que nem vocês fizeram. Quando Paul
estiver disponível pra vir comigo, é claro.
-NÃO! – eu a repreendi, mas logo
notei que pareci desesperado demais. – Quer dizer... Acho que não é uma boa
ideia pegá-lo de surpresa assim. Nick está ficando cada dia mais galinha e vêm
trazido várias garotas aqui pra casa dele. Eu e Joe acabamos encontrando com
uma situação assim, mas já estamos acostumados e tal. Seria meio constrangedor
se vocês viessem e enfim... Você sabe.
-É mesmo, você tem razão. Espera! O
Nick está mesmo saindo com outras garotas?
-Sim, mas ele não tem compromisso
com ninguém. Acho que ele está começando a se parecer com o Joe nesse quesito. Ele
é nosso discípulo agora. - eu brinquei.
- Ah... Espero que ele esteja feliz
e tenha superado tudo aquilo.
-Ele já superou. Pode ter certeza.
-Queria conversar mais com você, mas
agora vou ter que desligar. Manda um beijo para os meninos. Tchau, Brian.
Beijinho.
-Tchau, Chris!
Um pouco depois de desligar o
telefone, avistei da área da piscina a Miley entrar em casa com uma cara nada
boa. Ela parecia que iria cuspir fogo a qualquer momento. Me aproximei pra
rondar a área e vi de longe que ela respondeu alguma coisa para o Joe, que
estava na sala, e saiu em passos rápidos para o seu quarto. Ouvi o estrondo forte
da porta. Alguma coisa estranha está
acontecendo.
-O que houve? – perguntei para o Joe
que estava sentado no sofá.
-Problemas no paraíso. Acho que os
pombinhos brigaram feio. – ele respondeu com uma cara de tédio enquanto trocava
os canais.
-Será que é por causa do celular?
-Não faço ideia. Só espero que Nick
abra logo os olhos e bote essa mulher pra correr.
Nick Narrando
Depois de conseguir colocar toda aquela
zona no lugar certo, suspiramos aliviados pelo fato dos pais dela ainda não
terem chegado em casa. Fechei a ultima gaveta e estiquei minhas costas. Selena
estava igualmente cansada.
-Obrigada pela ajuda, Nick. - ela
disse enquanto sua mão pousava sobre o meu braço.
-Você não precisa agradecer. -
balancei a cabeça. - E esse arranhão no seu rosto? - eu apontei para a sua
face. - Como vai disfarçar?
-Não se preocupe, eu consigo me virar com maquiagens. - ela sorriu
Por um momento pensei na
possibilidade da Miley estar certa... Mas é ridículo! Eu convivo com a Selena e
sei que ela não é nem um pouco capaz de fazer uma maldade dessas. Por mais que
haja algum tipo de... “disputa de atenção” entre as duas, Selena não tentaria
nada de mal nessa proporção.
Antes que eu me pronunciasse pra me
despedir de Selena, o meu celular vibra em meu bolso. Geralmente, eu ignoraria
e deixaria para ler depois, mas depois de tanta confusão envolvendo celular, eu
e a Miley e brigas dela com o Joe, eu achei melhor dar uma checada. No visor
dizia que eu tinha uma mensagem nova e era do celular roubado da Miles. Eu nem
mesmo pensei e abri logo de uma vez. Meu coração estava disparado e de alguma
forma, meu semblante entregava que alguma coisa estava errada, pois Selena
perguntou preocupada se tinha acontecido alguma coisa. Eu ignorei a sua
pergunta e me concentrei no conteúdo da mensagem.
“Miley tem feito confusão na casa
dos outros, é? Vi a sua garota saindo a pé bastante irritadinha pela rua. Acho
que o casal 20 não está tão unido assim, como diziam estar... Não fique com
ciúmes, mas estou sempre de olho nela.” E junto com a mensagem tinha um anexo.
Nele havia uma foto da Miley saindo da casa da Selena.
Não podia ser. Estão a perseguindo,
estão a vigiando pela cidade. Eu não pensei duas vezes. Peguei minhas coisas e
saí do quarto da Selena praticamente correndo.
-O que houve, Nick? O que está
acontecendo? Por que você está indo embora desse jeito? – perguntou Selena
confusa. Eu parei por alguns segundos para respondê-la.
-Nada. Preciso conversar com a
Miley, só isso. – eu respondi de supetão. – Fica bem, ok? Se acontecer alguma
coisa de estranho, qualquer coisa, me liga.
Selena parecia ainda estar um pouco
atordoada e agora assustada por causa do meu comportamento. Ela devia estar
pressentindo que uma coisa nada boa estava acontecendo. Alguma coisa grave.
-Tudo bem. Fica bem você também.-
ela respondeu antes que eu saísse correndo da sua casa.
Miley havia ido embora a pé, por
isso, ela deixou meu carro ainda na frente da casa. Ela estava com tanta raiva
de mim e que fez questão de ir caminhando pra casa do que usar o meu carro. Por
sorte, eu carregava um molho de chaves reservas e usei uma delas para abrir o
Ashton Martin. Joguei minha mochila no banco do carona, liguei o carro e
disparei para casa. Eu preciso saber se a Miley estava bem, se estava lá, se
haviam feito alguma coisa com ela.
Eu sentia que a pessoa por trás
disso tudo não é apenas algum sem vergonha, fazendo um joguinho de mau gosto
para nos perturbar a paciência. Era alguém queria uma coisa a mais do que
isso. Queria nos desestabilizar para se
aproveitar, arrancar alguma coisa de nós. Podia ser alguém perigoso.
Estacionei rapidamente em frente a
casa. Desliguei o carro e deixei minhas coisas por lá, mesmo. Em passos rápidos
entrei na sala iluminada. Joe estava dividindo o sofá com o Brian enquanto
assistiam alguma coisa na TV. Eles me encaravam apreensivos, esperando que eu
dissesse alguma coisa pra justificar minha entrada desesperada na casa.
-Onde está a Miley? – foi a primeira
coisa que eu disse enquanto vasculhava toda a casa com o olhar.
-Ela chegou toda irritadinha, me deu
uma patada e saiu marchando pro quarto dela. Está trancada lá até agora. – Joe
respondeu. – Pela sua cara e pelo comportamento dela, a briga deve ter sido
feia, hein.
-Mandaram mais uma mensagem. Faz
pouco tempo. - eu disse enquanto eu subia as escadas com rapidez.
Brian soltou um xingamento baixo e
Joe ficou quieto com a minha resposta.
Eu tentei abrir a porta, mas o nosso
quarto estava trancado. Eu bati na porta em murros fortes.
-Miley? Abre essa porta. – eu pedi.
-Vai bater na porta da “Sel”. – ela
respondeu se nem mesmo se aproximar da porta.
-Estou falando sério, Miley. Abre
essa porta! Eu preciso falar com você. É sobre as mensagens.
-Eu sei que foi ela. E não adiantar
defender aquela sínica. – ela continuou sem mexer na porta. – Eu nem acredito
que você me tratou daquele jeito.
-Estão te vigiando! – eu disse,
desistindo de arranjar um jeito melhor para contá-la. Só chegando ao ponto ela
pararia para me escutar. E realmente a frase fez efeito. Logo depois que eu
disse isso, Miley ficou em silêncio, como se estivesse assimilando as palavras que
eu acabei de dizer. Alguns segundos
depois ela abriu a porta. Seus olhos carregavam preocupação e curiosidade.
-Como é que é?
Eu acariciei seu rosto e minhas mãos
desceram pelos seus ombros, com o meu olhar a vasculhando por inteira, checando
se ela estava bem. – No caminho de casa tentaram fazer alguma coisa com você?
-O que? Não! Ninguém tentou nada. –
ela respondeu confusa. - Do que você está falando, Nicholas?
-Me mandaram uma mensagem agora há
pouco. Eu estava terminando de ajudar a Selena e me mandaram uma mensagem com
uma foto sua saindo da casa dela. Eu recebi a mensagem na frente da Selena,
Miley. Eu posso te garantir com toda a certeza que não foi ela. Mas tem alguém
te acompanhando. Estavam te vigiando. Sabiam que você entrou na casa dela sem
permissão. Provavelmente estavam te acompanhando o dia inteiro.
Pude sentir a temperatura da sua
pele diminuir lentamente debaixo das minhas mãos. Ela me encarava surpresa.
-Disseram mais alguma coisa? Alguma
pista de quem possa ser ou o que querem?
-Sabem que nós nos desentendemos e
me disse que está sempre de olho em você.
Mas nenhuma pista importante.
-Então... Não foi a Selena. – Miley
murmurou contrariada.
-Não, não foi. Ela pareceu bem
assustada, até. Além do mais, ela não ganharia nada te vigiando desse jeito. –
ela assentiu. – Viu? Eu estava certo.
-Tá, foda-se. – ela resmungou. –
Isso não justifica o que você fez.
-Ah, é mesmo? E o que justifica o
escândalo que você fez na casa dela, hein? Já pensou se ela te entregasse pra
polícia? – eu respondi impaciente. Ela rolou os olhos. – Você estava parecendo
uma desequilibrada!
-Desequilibrada? Espera aí, aquela
ali vive na sua cola agora com aquele papo de sonsa, sou dopada por não sei
qual o motivo, e depois de todo o acontecimento suspeito no bar, você queria
que eu mantivesse o equilíbrio? – ela começou a levantar a voz.
-Desequilibrada, sim! – eu respondi
no mesmo tom de voz. - Já parou para pensar o que aconteceria se você parasse
na delegacia? Hein!?
-Até parece que você estava
preocupado com o meu bem estar naquela hora.
-É claro que eu estava!
-Se você tivesse se importado comigo
ali, você não teria me empurrado daquele jeito. Você teria me ouvido primeiro
antes de defender a sua amiguinha! Você teria ido atrás de mim depois que saí
da porra daquela casa! Você teria notado o quão tensa eu estou depois de tudo
que têm acontecido e... – não a deixei falar mais nenhuma palavra. A puxei pela
cintura e calei a sua boca com a minha.
Pressionei seus lábios nos meus com força, até que eu conseguisse os
abrir e dar passagem para minha língua. Ela tentou me empurrar, mas não
conseguiu. Logo depois, me deu um tapa no meu braço tentando me repreender, mas
mesmo assim retribuiu rapidamente o meu beijo. Sua língua respondeu às carícias
da minha quase que de imediato. Uma das suas mãos que antes tentava me
empurrar, agora apertou o meu ombro com força, fincando suas unhas por cima do
tecido da minha camisa. A outra puxava o meu cabelo pela raiz sem nenhum
cuidado. Eu a beijava com brutalidade, impaciente com toda a tentativa de ser
carinhoso e atencioso.
Eu sou louco por ela e a Miley sabe muito bem disso, ela sabe que me
importo e sempre me importei com ela. Eu estava cansado demais para dizer
coisas que nós dois já sabíamos muito bem. Chega de gastar palavras tentando
explicar o óbvio! Eu estava tão tenso e estressado quanto ela e nada melhor de
descontar tudo isso do nosso jeito. Pressionei o seu corpo o máximo que eu
podia contra o meu e mordi o seu lábio inferior. Ela suspirou alto e tirou sua
boca do alcance da minha por alguns segundos.
-Nicholas... – ela começou a falar com voz falha. Antes que ela voltasse
a me repreender ou tentar manter alguma pose de durona, eu juntei nossas bocas
novamente.
Ela não tinha mais nenhuma resistência ao beijo. Beijava com raiva e
urgência, assim como eu. Meus lábios já
doíam por causa da força, mas eu não me importava e não fiz questão de ser mais
suave agora. Miley deu impulso e envolveu suas pernas ao redor do meu quadril.
Eu suguei o seu lábio com força e apertei sua bunda com as duas mãos. Ela
pressionou ainda mais suas pernas ao meu redor e roçou sua virilha hostilmente
contra a minha. Isso está ficando tão bom... Eu já estava ficando estupidamente excitado e
cada vez mais bruto.
Quando cheguei passos cegos até a cama, a empurrei do meu colo para o
colchão sem nenhum cuidado. Ela me encarava com desejo e sua boca pedia por
mais. Eu alcancei a altura da Miley na cama e voltei a beijá-la como se ela
fosse escapar dos meus braços a qualquer momento. Ela começou a arranhar minhas
costas por baixo da minha camisa, deixando a sua marca em meu corpo com gosto.
-Você é meu! – Miley sussurrou contra os meus lábios.
Não importava quem tentasse nos tirar a paz ou quem tentasse nos
separar. É uma regra do destino. Eu sou dela e ela é minha. Ninguém, ninguém
vai ser capaz de mudar isso.
Nosso amasso foi interrompido com batidas na porta. Eu pensei em ignorar
e continuar com o que tinha começado, mas lembrei que, por mais que tenham
batido, a porta ainda estava aberta. Droga! Paramos o beijo na mesma hora e
avistamos Joe nos encarando um pouco surpreso com a nossa falta de discrição em
pelo menos ter fechado o quarto. Miley rolou os olhos e eu suspirei
contrariado, saído dentre as pernas da minha namorada. Me sentei na beirada da
cama e cruzei os braços.
-O que foi? – eu perguntei um pouco mal humorado.
-Primeiro, aprendam a fechar a porra da porta porque não to a fim de voyeurismo,
ainda mais com o meu irmão, ok? – Joe disse fazendo uma cara feia. – Mas voltando
ao assunto, tem alguém aqui embaixo querendo falar com vocês dois.
Especialmente com você, Nick.
Eu e Miley trocamos olhares desconfiados. Alguém há essa hora?
Nos ajeitamos rapidamente, curiosos com o motivo da visita sem aviso e
descemos rapidamente para a sala. Quem estava sentado dividindo o sofá com o
Brian era o meu colega de faculdade, Francesco. Ele estava com uma cara
esquisita, assim como o resto do dia de hoje, nas aulas. O que será que ele
quer falar comigo?
-Oi, Francesco. Tudo bem? – eu cumprimentei educadamente e dei uns
tapinhas em suas costas.
-Mais ou menos. – ele respondeu.
-O que houve? - eu perguntei curioso e preocupado.
-Eu sei quem dopou a Miley. – ele respondeu na lata. – Eu vi tudo no
dia, mas não sabia como contar isso para você. Foi o Bruno, o nosso colega de
turma. Eu tenho certeza que foi ele.
terça-feira, 12 de maio de 2015
2ª temporada - Capítulo 9: I'm screwed
Miley Narrando
Uma
nuvem de tensão pairou sobre nós naquele momento. Senti minhas mãos gelarem e o
meu coração disparar. Aquilo não podia estar acontecendo. Será mesmo que essa
pessoa sabe do meu segredo? Até que ponto ela sabe? O que ela seria capaz de
fazer com essa informação sobre mim? E se sabe, por que simplesmente não veio
falar comigo ou com o Nick para nos ameaçar ou chantagear, em vez de me dopar e
nos mandar mensagens anônimas diretamente do meu celular? Eram tantas perguntas
que eu não tinha nem mesmo condições de organizá-las na minha cabeça.
Independente do que está acontecendo e de quem seja esse ladrão maldito de
celulares, eu vou ter que me posicionar e resolver logo esse problema.
-Ok...
Isso foi muito, muito estranho. – Brian disse arregalando os olhos. –Será que
essa pessoa sabe de tudo o que aconteceu com vocês?
-Eu não
sei... Mas independente do quanto essa pessoa saiba, já é meio obvio que o
mínimo do que ela souber já é demais para nossa segurança. – eu respondi
pensativa.
-O que
vocês pretendem fazer? – Joe perguntou curioso.
-Eu não
sei. Por enquanto não podemos fazer nada se não soubermos quem é essa pessoa. –
Nick respondeu exatamente o que eu estava pensando. – Miles, tem certeza que
você não lembra quem foi a última pessoa que te deu um drinque?
Eu
balancei a cabeça negativamente. Minha lembrança daquela noite estava cheia de
espaços vazios, como se eu só conseguisse lembrar fragmentos de alguns
momentos. Fiz esforço para vasculhar no meu cérebro o exato momento que bebi
antes de apagar, mas nada vinha. A
última lembrança que eu tive foi a discussão que eu tive com a Selena depois
que o Joe foi para não sei onde. Mesmo assim, essa memória não estava muito
clara na minha mente.
É claro
que poderia ser aquela lambisgóia que roubou meu celular. Ela deve ter
aproveitado que estava sozinha comigo e colocou Boa noite Cinderela na minha
bebida para que eu apagasse e se vingasse roubando o meu celular pra colocar um
terror barato para cima de mim e de Nick. Tudo bem... Eu não tenho certeza e nem
tenho provas que seja ela a culpada. Mas fala sério! A garota deveria estar com
raiva por não ter conseguido a atenção de Nick depois do showzinho que eu fiz e
quis se vingar por não ter o Nick para ela. É apenas uma cogitação, mas as
chances são enormes!
Preferi
não falar nada sobre o que eu estava pensando com o Nicholas. Do jeito que ele
é besta, seria bem provável que ele achasse loucura e defenderia sua amiguinha
sonsa. Depois eu vou arrumar um jeito para conseguir provas. Nem que seja
sozinha.
-Vocês
se lembram de alguma coisa estranha que a gente pode considerar como prova? –
eu perguntei para os três.
-Bom,
não... Eu estava muito bêbado ontem, então eu não prestei muita atenção no que
estava acontecendo ao redor. – Brian deu de ombros.
-Eu
também não me lembro de muita coisa suspeita... – Joe deu de ombros. Eu cerrei
os olhos para ele. Alguma coisa no seu comportamento, no seu olhar, me diz que
sabe de alguma coisa errada e que está desconfiado de alguma coisa que não quer
contar.
-Bom, amanhã
na faculdade eu vou procurar saber com aqueles caras que estavam dando em cima
da Miley – ele me encarou com um olhar ciumento. – Para saber se algum deles
viu alguma movimentação estranha. Talvez algum deles até tenha visto alguém
arrastando a Miley dopada.
-Boa ideia,
Nick. – eu disse enquanto eu não tirava os olhos de Joe. Aquele cara está
escondendo alguma coisa que aconteceu ontem de nós.
Flashback
on
Demi Narrando
Sério
mesmo que Leonardo pediu pra eu vim pra cá aturar esses filhinhos de papai
chapados só para vigiar a porra do Bruno? O cara é um besta, mas nem tanto! Ele
deve saber misturar um sonífero na bebida sem a minha ajuda não é?
Eu
bufei e rolei os olhos. Esse tal de Bruno é um pé no saco! Ele acha que pode
mandar em mim. Mal foi contratado pelo Petrova para fazer um favor besta e já
acha que está no comando. Pelo que eu soube, esse cara tem que dopar algum
inimigo de Leonardo e depois levar para algum lugar específico. O único
problema é que o Bruno já se acha o fodão da parada e pensa que está num
estúpido filme de ação no qual ele é o protagonista que tem o comando sobre
tudo.
O cara tem boas condições de vida, mas se
vendeu por míseros mil e quinhentos euros! O que são mil e quinhentos euros
para trabalhar para Leonardo Petrova? Para mim é a mesma coisa que se vender
pro diabo por uma migalha de pão. Esse cara não faz ideia com quem está se
metendo. Talvez até tenha. Desconfio que ele possa ter algum rabo preso com a
máfia em relação a drogas.
Minutos depois, a minha teoria se
confirmou quando ele ofereceu alguns pacotinhos suspeitos para os amigos de
faculdade em troca de dinheiro. Bom, tomara que ele não misture essas drogas
com o sonífero. O resto não é da minha conta.
Os caras bêbados comemoraram
barulhentos mais uma vez. A cada segundo que passa, eu perco ainda mais a
paciência com esses babacas. O tempo todo estão gritando e comemorando feito um
bando de retardados! Mas uma coisa me chamou atenção quando uma moça cheia de
álcool na cabeça subiu numa mesa quando uma música do Arctic Monkeys começou a
tocar. Ah, então esse é o motivo de todo o alvoroço?
Ela até que é bonita. Tem um
corpo magro e curvilíneo, olhos azuis e cabelos longos e castanhos com tons
caramelados. Ela não se aguentava de tão bêbada, mas mesmo assim conseguia
sensualizar diante dos homens que a encaravam famintos. Ela rebolava e jogava
os cabelos. Até tirou a própria blusa. Eu ri comigo mesma. Ela está muito
louca!
-Ta vendo essa gostosa? – Bruno
apontou para a dançarina chapada. – É ela.
-Ela quem? – eu perguntei
confusa.
-É ela quem eu vou ter que dopar.
– ele riu com triunfo. –Ela já está tão louca que nem vão desconfiar se me
virem a arrastando apagada por aí.
-Como o Leonardo tinha certeza
que ela viria? – eu perguntei com curiosidade.
-Ela é namorada de um dos alunos
da minha faculdade. Ele é meu colega de turma. – ele deu de ombros. –
Geralmente ele está presente nas festas universitárias e ela sempre está junto.
Contamos com a sorte de encontrá-los por aqui.
-Você sabe o motivo que o Petrova
quer dopá-la? – eu perguntei.
-Não sei... Petrova falou que não
é da minha conta quando eu perguntei a ele. Mas acho que é algo muito mais além
do que pendência com drogas. Alguma coisa me diz que o buraco é muito mais
fundo para essa garota. – ele disse enquanto nós dois assistíamos ela ser
tirada de cima da mesa por um cara forte e muito mal humorado. –Eu desconfio que possa ser alguma coisa em
relação ao namorado dela. – ele apontou para o cara que a carregava sobre o
ombro enquanto a moça gritava em protesto. Por motivos óbvios, ele não gostou
nada do showzinho que a sua parceira deu para o seus colegas de universidade.
Ele é tão bonito quanto ela. Tem a pele clara, olhos e cabelos escuros, com
alguns cachos dando um charme na sua aparência. Ele tem o corpo musculoso, mas
não é muito alto. – O cara é herdeiro de uma empresa bilionária. Os dois são
americanos e de acordo com as más línguas, ele se mudou para cá por conta de
algum escândalo envolvendo a família dele. Já até ouvi falar em um atentado,
envolvendo homicídio e tudo... Por enquanto, não passa de uma lenda
urbana. Ninguém sabe ao certo o que
rolou lá em Los Angeles, mas pelo visto, foi alguma coisa muito grave.
-Nossa! – eu exclamei surpresa.
–Então a coisa tá feia para o lado desses dois.
-Sim... – ele concordou
balançando a cabeça. –Agora, se você não me atrapalhar, -ele me olhou de cima a
baixo com ar de superior - eu vou rondar a área. Vou esperar a Miley ficar
longe do namorado e finalmente fazer o que tem que ser feito. Eu nem sei o que
você está fazendo aqui. Porque eu não vou precisar de ajuda para carregá-la.
-Nisso eu tenho que concordar. Eu
também não faço ideia do que estou fazendo nesse lugar com você. Poderia estar
fazendo alguma coisa útil em vez de ficar de sua babá.
-Minha babá? – ele apontou para
si mesmo com sarcasmo. – Olha só, boneca, você só está aqui para dizer que fez
presença para ganhar alguns créditos para sanar a sua dívida com o Leonardo. Eu
não preciso de ninguém para me supervisionar.
-Que bom que você acha isso!
Lembre-se de falar a mesma coisa para o Petrova quando ele perguntar por mim,
porque eu vou dar no pé. – eu disse enquanto pegava a minha cerveja. – Se
alguma coisa der errado, você sabe que a culpa vai ser sua. Ciao. – eu comentei
antes de ir embora e finalmente deixar aquele imbecil para trás.
Alguns passos depois para longe
do bar, ouvi uma voz masculina carrega de um sotaque americano.
-Ei! Você esqueceu uma coisa! – o
cara falou atrás de mim e eu me virei para olhá-lo com curiosidade. Ah, está
brincando comigo? Era o cara cafajeste e prepotente do outro dia! Ele apertou o
passo para me alcançar e carregava um sorriso perfeitamente alinhado e branco,
mas carregado de sensualidade.
-O que eu esqueci? – perguntei
indiferente, esperando uma resposta besta de uma cantada sem graça.
-Nada. – ele deu de ombros e riu.
– Eu só queria falar com você e foi a primeira coisa que me veio a cabeça para
chamar sua atenção. Eu poderia responder com um flerte bobo que faria você rir,
mas pelo visto você não é de rir muito...
-Não gasto sorrisos com gente que
não vale a pena. – eu respondi seca.
Eu não costumava agir como uma
megera desse jeito, ainda mais com homens bonitos como ele. Mas depois que saí
machucada com a minha relação com o Wilmer, eu me vi na necessidade de criar
certa independência e me manter bem distante de relacionamentos. Especialmente
de conquistadores de plantão como esse americano. Que se fazem de fofos, sexy’s
e carentes de atenção que te colocam num pedestal, para depois de te usar do
jeito que quiser e então descartar na hora que achar pertinente.
-Bom, vou ser direto com você,
porque já percebi que você vai me dar um fora a cada frase que eu disser. Acho
melhor economizar palavras, então.
-Inteligente da sua parte. – eu
disse antes de tomar um gole da minha cerveja.
-Você me intriga, é estupidamente
sexy e não quero ir embora para os Estados Unidos daqui a alguns dias sem te
experimentar na cama. Você está super certa em achar que eu sou um cafajeste,
porque eu sou. Gosto de ser sincero, mas pode acreditar em mim, que não você
não vai ser arrepender. – ele roubou a garrafa da minha mão, enquanto eu o
encarava surpresa com a sua cara de pau. Ele tomou um gole da minha bebida e
lambeu os lábios molhados de cerveja. Lábios molhados, carnudos e convidativos.
-Você não tem medo de levar um
tapa na cara? – eu perguntei ainda surpresa.
-Pode me bater e me chamar de
cachorro que eu vou adorar. – ele abriu um sorriso sem vergonha para mim e tive
que fechar a minha boca, para manter o mínimo de dignidade. Então é assim que se flerta na América?
-E um tiro no meio da sua testa?Você
vai adorar também? – eu levantei a minha camisa mostrando o revolver, esperando
que ele se assustasse e me deixasse em paz. Ele realmente se assustou no
primeiro momento e deu um passo para trás. Depois de alguns segundos eu percebi
que a expressão sem vergonha voltou a tomar conta do seu semblante e voltou o
seu olhar para o meu rosto.
-Já me meti em encrencas piores,
pode acreditar. – ele respondeu confiante e colocou um mexa de cabelo por trás
da minha orelha. – Tenho histórico meio pesado de bad girls na minha cama. Pode
deixar que isso não vai me deixar acuado por uma noite.
Eu não pude me conter e comecei a
rir. Está brincando comigo? –O que eu posso fazer para que você me deixar em
paz?
-Diga “eu não quero nada com
você” e está tudo certo. Ou você pode topar uma aventura por uma noite comigo e
nunca mais me ver. – ele colocou as mãos nos bolsos. –O que você escolhe?
Me
divertir um pouco não faria mal, não é? Além do mais, está bem claro que entre
nós que não haverá sentimentos. Ninguém vai machucar ninguém. Aliás, eu tenho
todo o direito de tirar proveito disso sem me comportar como uma boba carente
no final das contas. E aquele homem... Tinha alguma coisa naquele jeito sem
vergonha que o deixava estupidamente sexy...
Não! Ele é um cafajeste! Tire
isso da sua cabeça, Demetria.
-Vá pro inferno. – eu disse
depois de ficar alguns segundos pensando. Dei as costas para o moreno forte e
segui meu caminho até meu carro.
-Você ainda não me respondeu. –
ele insistiu me seguindo. Eu mereço!
-Qual é o seu proble... – eu me
virei rapidamente para discutir mais uma vez, mas por um breve momento eu
esqueci o que falar. O maldito americano estava tão próximo a mim que eu podia
sentir o seu corpo escultural irradiar calor.
Ele exalava um perfume caro e de muito bom gosto, que dava um toque
ainda mais atraente. De perto pude perceber que os seus olhos eram uma mescla
de castanho claro com verde, que fazia uma combinação excelente com a sua pele
bronzeada. Eu o queria tanto quanto ele. Ah como eu queria aquele homem!
Foda-se!
Mandei o meu lado racional para o espaço e o puxei pela nuca, aproximando
nossas bocas. Eu sei o que quero e não vou me privar mais disso.
Joe
Narrando
Eu
brincava com a corrente de prata entre meus dedos. Enquanto minha mente viajava
em especulações, eu observava aquela pulseira personalizada com pingentes. A
Demi tinha esquecido no quarto do hotel quando ela foi embora apressadamente.
Pra onde ela teve que correr? Porque ela estava tão preocupada em chegar cedo
para esse lugar? Por que ela carregava aquela arma?
Confesso
que achei um tanto excitante me arriscar outra vez me envolver com uma “garota
problema”. Ao contrário da Miley, ela
não hesitou em mostrar de cara com o que eu estava me metendo. Quer dizer, na
hora eu achava isso. Até eu ficar sabendo das ultimas notícias. Alguém daquele
bar dopou Miley e a levou para algum lugar estranho e agora está colocando
terror via SMS, porque sabe muito mais do que qualquer outra pessoas deveria
saber.
Será
que ela está metida nisso? Será que aquela mulher armada e totalmente alheia
àquelas pessoas do bar teve um motivo maior para estar ali?
-Joe,
você não vem almoçar? – Nick perguntou entrando no quarto em que eu estava hospedado.
Eu acordei dos meus devaneios. Fechei
minha mão para esconder o pequeno acessório como se ele de alguma forma
entregasse os meus pensamentos para o meu irmão.
-Sua
comida é horrível, Nick. – eu levantei o meu tronco da cama e me sentei.
-Nossa,
apenas um “não, obrigado” não seria suficiente para você? – ele perguntou
debochado, adentrando o quarto. – E por sinal, eu não fiz a comida, para sua
sorte. Eu pedi por telefone e chegou agora.
-Desculpa.
– eu respondi rindo. –Vem cá, vocês sempre sobrevivem de comidas de encomenda e
dos seus dotes culinários horríveis?
-Não. –
ele respondeu com um sorriso. Não era um sorriso muito sincero, visto que dava
para perceber a preocupação ainda nos seus olhos. Meu irmão se sentou ao meu
lado. – Geralmente a Miley que cozinha,
mas a gente fez um acordo durante essa semana... Enfim, longa história.
-Nick.
– eu disse num tom de voz diferente, já o deixando claro que partiríamos para
um assunto mais sério. Seu olhar se intensificou para mim, esperando seriamente
que eu falasse alguma coisa. – O que você está achando disso tudo? Quer
dizer... Você contou para outro alguém sobre a Miley?
Ele
entendeu muito bem o que eu quis dizer e o seu semblante se fechou rapidamente.
– Eu não contei para ninguém. A única pessoa daqui da Itália que tínhamos
certeza que sabia é o Chad, o melhor amigo dela... – ele suspirou com um ar de
cansado. – O que eu acho sobre isso? Eu não faço ideia. Eu estou com raiva, com
medo e preocupado. Principalmente por ela. Ela está quieta demais desde que
recebemos aquela mensagem. Acho que ela está planejando alguma coisa e não quer
me contar, mas eu sei também que aquilo significa que ela está assustada. Eu
tenho certeza que ela está. Quer dizer, o nosso relacionamento é sustentado por
uma corda bamba e a única coisa que o mantém equilibrado é o nosso passado bem
escondido por tudo e todos. Se o nosso segredo estiver em ouvidos errados, nós
corremos perigo. E... – ele parou por um tempo de falar e puxou o ar com força.
– Você deve estar satisfeito com isso, não é?
-Você
sabe que eu não apoio e nem confio na sua namorada por motivos óbvios. Mas eu
não sou louco de colocar terror em vocês dois pelo telefone desse jeito. Se de
alguma forma ela se encrencar, você também vai se lascar de mesmo jeito. Se eu
tivesse planejado alguma coisa, com certeza seria para te provar que ela não
presta e para você decidir não ficar mais com ela. Mas terrorismo? Não, eu não
estou satisfeito.
-Então se você lembrar de alguém
suspeito ou algum acontecimento estranho, por favor, fale para gente, ok? –
Nick pediu e eu assenti com a cabeça.
Eu vou ter que procurar essa
garota em algum lugar. Tenho que tirar alguma informação dela. Não faço ideia
de onde encontrá-la, mas eu vou.
No dia seguinte...
Miley Narrando
Já faziam
algumas horas que eu aguardava dentro do carro, enquanto observava a bela casa a minha frente. Pelo que eu
consegui perceber, ela aparenta estar vazia. Eu já sabia que a Selena há essa
hora estava na faculdade, pois ela tem os mesmo horários que o meu namorado e
pelo que vi, os seus pais boa pinta tinham saído há alguns minutos atrás. A
casa estava livre. Eu não tenho provas contra aquela garota, mas alguma coisa
me diz que tem uma possibilidade muito grande dela ter algum rabo preso nessa
confusão. Eu só conseguiria ter certeza da minha tese se eu tivesse em mãos
algo que comprovasse os fatos. E é óbvio que vou fazer isso vasculhando o
quarto da patricinha.
Saí do
Ashton Martin do Nick e olhei em volta, me certificando que não tinha ninguém
em volta de olho em mim. Por minha sorte, a rua estava vazia. Rapidamente, deu
um jeito de escalar as grades que estava cobertas por uma camada de hera. Mesmo
com uma distancia alta do chão, consegui saltar sem muito estardalhaço e sem me
machucar. Corri até a porta de entrada e percebi que estava trancada. Mas ainda
bem que deixaram grande janela da sala aberta. Entrei pela janela, mesmo, com o
cuidado de não esbarrar em nada que pudesse quebrar. Assim como a visão do lado
de fora, a casa por dentro era estonteante. Não era absurdamente luxuosa como a
da família Jonas, mas era espaçosa e possui uma decoração de bom gosto.
Eu sei
que não deveria estar aqui e que qualquer um deles poderia estar de volta a
qualquer momento, mas eu estava intrigada e nervosa. Eu precisava de descobrir
quem foi que me dopou naquela reunião e com que intenção fez isso. E era óbvio
que a minha primeira suspeita é a Selena, visto que ela foi a ultima pessoa que
eu me lembro de ter tido contato antes que a minha memória daquela noite tenha
falhado. Além do mais, tem mulher que é capaz de despejar seu veneno a qualquer
custo para conseguir o homem que deseja. E eu sei muito bem que não é de hoje
que está de olho no meu Nick.
Subi
para o segundo andar, onde não demorei muito para identificar o seu quarto. O
cômodo era decorado com cores alegres e bastantes fotos, inclusive dela com o
Nick. Eu rolei os olhos. Nota mental: rasgar todas suas fotos com ele antes de
dá o fora da daqui.
Observei
o quarto da Selena só por pouco tempo antes de finalmente vasculhar as suas
coisas para encontrar o meu celular. Alguns minutos se passaram e todo o quarto
está revirado e nada de encontrar algo suspeito. Droga, ele tem que estar
aqui...
Ouvi
movimentação vinda da entrada da casa, no primeiro andar. Eu fechei os olhos
sem saber o que fazer com essa bagunça. Merda! Vou ter que vazar o mais rápido
possível antes que alguém me veja, mas como vou fazer isso? Reconheci a voz da
Selena. Ela estava acompanhada de alguma outra pessoa. Que ótimo, só falta ser
um dos pais dela!
-Será
que a Miley veio visitar você e desistiu? – ei, aquela voz era do Nick! O que
está fazendo aqui?
-Não
sei, mas para que ela deixaria o carro na frente da minha casa? Além do mais,
não acho que ela viria aqui me fazer uma visita sem você por perto, se é que me
entende... Ela deixou bem claro para mim naquele dia que ela não vai nem um
pouquinho com a minha cara. – Não vou, mesmo! – Bom, eu vou lá no meu quarto
pegar o livro que você precisa. Quer vir comigo? – pelo amor que você tem pelo
seu pênis, Nicholas, não vá! Fique longe dessa oferecida!
-Eu
estou bem aqui. Eu não pretendo ficar por muito tempo. Joe e Brian ainda estão
lá em casa e deixar o Brian sozinho entre o meu irmão e minha namorada é um
pouco arriscado... – ele não parecia estar com uma voz muito boa. Eu conhecia
bem o meu namorado e pelo seu tom de voz, ele não está bem e está fingindo
estar descontraído. Com certeza é por causa da maldita mensagem!
Ouvi a
risada simpática de Selena. –Tudo bem... Vou lá pegar o livro rapidinho e já
volto!
Merda,
merda, merda. Olhei para todos os lados e só vi bagunça. Não tinha como
disfarçar. O armário dela estava lotado de roupas e eu não caberia lá para me
esconder. O que eu faço?
-O que
você está fazendo aqui!? – a voz fina da morena soou alta o suficiente para
ecoar por toda a casa. –O que você fez com o meu quarto? – ela perguntou
horrorizada.
Quer
saber? Já que estou na merda, mesmo...
-Eu já
descobri tudo sobre você! – eu cruzei os braços. – Sei que você me dopou
naquela festa. – eu menti. Óbvio que eu desconfiava, mas eu tinha que mostrar
certeza para ela confessar algo. – Anda, pode confessar! Por que você fez isso?
Foi por causa do meu namorado?
-NICHOLAS!
– Selena gastou a sua voz mais uma vez e em poucos segundos, avistei o Nick
correndo ofegante até o quarto, assustado com tanta gritaria.
-Miley?
– ele me encarou confuso e ao mesmo tempo espantado com toda a bagunça que me
acompanhava. – O que é isso?
-Isso a
sua namorada vai ter que me explicar. – Selena disse flamejante de raiva
enquanto me encarava.
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